A Chapecoense perdeu mais uma na Série B do Campeonato Brasileiro, desta vez para a Ponte Preta, e segue atolada na lama da zona de rebaixamento.
Ainda restam 17 jogos para o clube na competição, tempo suficiente para salvar o ano. Se agir.
O técnico Gilmar Dal Pozzo vem tendo uma passagem frustrante pelo clube. Nem os resultados e nem o desempenho têm sido suficientes.
SeguirPara piorar, o treinador não tem demonstrado a coragem de outras vezes que esteve em Chapecó.
Chapecoense perde para a Ponte Preta pela Série B – Foto: Diogo Reis/Especial PontePress/NDContra a Ponte Preta, iniciou com três zagueiros, fez um primeiro tempo regular, mas deixou de ousar no segundo tempo.
O jogo se apresentou para a Chapecoense, que poderia ter vencido um adversário que se mostrou frágil.
A insistência com Rafael Ribeiro quase custou um gol de pênalti, não fosse a bela defesa de Airton. No segundo tempo, o defensor pouco ajudou. A exemplo do que fez contra o Londrina, deveria ter colocado mais um homem ofensivo.
E não é a primeira vez que Dal Pozzo faz escolhas por insegurança. Contra o Vitória, tirou o zagueiro Rodrigo Freitas apenas por estar amarelado.
Diante do Mirassol, entregou a bola para o adversário para buscar o contra-ataque, abdicou de jogar.
Na rodada passada, contra o Londrina, iniciou com três zagueiros contra um time que havia vencido um dos últimos seis jogos em casa. Consertou depois de levar o gol. Contra a Ponte Preta, repetiu o erro e não conseguiu consertar – ou não quis.
Convicções erradas, escolhas erradas e frustração. Dal Pozzo justifica a derrota pelos “detalhes”. O detalhe é a falta de coragem, de ousadia, de querer vencer.
A diretoria precisa tomar uma decisão.
Cuidados que a Chapecoense precisa tomar
Junto com a saída de Gilmar Dal Pozzo tem se debatido a saída do executivo de futebol Alarcon Pacheco. Caso opte por isso, a Chapecoense corre o risco de perder jogadores que podem resolver, como o próprio Bruno Nazário.
Já recebeu propostas e recusou, acreditou no projeto, apesar de tudo. Se vai seguir acreditando, depende de como a diretoria irá conduzir o processo.
Alarcon Pacheco é o homem do futebol, mas está longe de tomar atitudes sozinho. Pelo contrário, foi voto vencido em algumas decisões cruciais, como a contratação de Argel Fuchs.
Não foi ouvido em algumas contratações e nem em uma demissão que era necessária.
Errou ao trazer alguns jogadores, o que é natural, acertou em outros, natural também. Demiti-lo agora é terceirizar uma culpa que não é apenas dele.
Caso opte por esse caminho, a Chapecoense precisa ter um bom nome no âmbito de gestão para o lugar. Contratações não são mais possíveis (exceto jogadores livres), vai ter que arrumar com o que tem.