MPF concorda com a prisão de Robinho no Brasil e divulga endereço do ex-jogador

O ex-atleta foi acusado pelo crime de estupro de uma jovem de 22 anos em 2013, na Itália

Carla Canteras e Pietro Otsuka R7

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O MPF (Ministério Público Federal) aceitou, nesta segunda-feira (27), o pedido da justiça italiana para que o ex-jogador Robinho cumpra a pena de nove anos em território brasileiro. Robinho foi acusado pelo crime de estupro de uma jovem de 22 anos em Milão, em 2013.

Robinho foi condenado em primeira instância em dezembro de 2017. – Foto: Bruno Cantini/Atlético MG/Reprodução/NDRobinho foi condenado em primeira instância em dezembro de 2017. – Foto: Bruno Cantini/Atlético MG/Reprodução/ND

A reportagem do R7 teve acesso ao documento assinado pelo suprocurador-geral da República Carlos Frederico Santos, que afirmou não existirem “restrições à transferência da pena ao Brasil” e entregou quatro endereços nos quais o ex-jogador pode ser encontrado.

“Nesse contexto, inexistentes quaisquer restrições à transferência da execução da pena imposta aos brasileiros natos no estrangeiro, razão pela qual o requerido há de ser citado no endereço a seguir indicado para apresentar contestação…”, diz o documento.

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Entenda o caso:

Segundo investigações, Robinho e cinco amigos teriam estuprado uma jovem albanesa em um camarim da boate milanesa Sio Café, na qual ela comemorava o seu aniversário.

O caso aconteceu em 22 de janeiro de 2013, quando o atleta defendia o Milan. Robinho foi condenado em primeira instância em dezembro de 2017.

O ex-jogador e o amigo Falco foram condenados com base no artigo 609 bis do Código Penal italiano, que fala do ato de violência sexual não consensual forçado por duas ou mais pessoas, quando se obriga alguém a manter relações sexuais por sua condição de inferioridade “física ou psíquica”.

Na época do processo, os advogados de Robinho afirmaram que o ex-atleta não cometeu o crime do qual era acusado e alegaram que houve um “equívoco de interpretação” em relação a conversas interceptadas com autorização judicial. Segundo eles, alguns diálogos não teriam sido traduzidos de forma correta para o idioma italiano.

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