Na véspera do aniversário de Pelé, o presente de grego dado pelo Santos

Pelé faria 83 anos nesta segunda-feira; ídolo do futebol fez carreira no Santos, clube do coração

Foto de Bruno Gallas

Bruno Gallas Florianópolis

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O primeiro aniversário de Pelé que o mundo passa sem a presença do Rei do Futebol teve o chope aguado pelo Internacional durante a tarde de domingo (22). Com uma estrondosa goleada por 7×1 – placar que é sina brasileira -, os colorados passaram o trator por cima do grande amor da vida do Rei: o Santos, que agora enxerga de forma clara e nítida a imagem da Série B pela primeira vez na história.

Amistoso Santos e Avaí, Pelé em Florianópolis, Acervo João Salum, – Foto: Acervo João Salum/Reprodução/NDAmistoso Santos e Avaí, Pelé em Florianópolis, Acervo João Salum, – Foto: Acervo João Salum/Reprodução/ND

Os gaúchos, no entanto, não tomaram conhecimento da data comemorada nesta segunda-feira (23) – tampouco os demais algozes do Peixe o fizeram durante todo o desenrolar do campeonato brasileiro.

A derrota foi a segunda seguida e a décima quarta no campeonato do Santos. Afundou o time novamente na zona de rebaixamento.

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Diz-se que coincidências comprovam a mística que envolve o esporte – pelo bem ou pelo mal. Ainda vivo, Pelé viu a mesma seleção brasileira que com ele foi tricampeão mundial terminar uma partida com revés de 7×1, contra os alemães, em 2014.

Agora, de forma icônica; ou num gracejo que não tem graça alguma, o Santos repete o placar – sofrendo a maior goleada da história do alvinegro na competição nacional. Justamente no Brasileirão que leva o nome do Rei Pelé.

Até ontem, a maior goleada entre os dois clubes tinha sido em 1967, em partida válida pelo Robertão. Na ocasião, Pelé marcou duas vezes – em outra piadinha do destino.

A goleada também serviu para o Inter derrubar o estigma de pior ataque da competição. Antes do jogo, o time havia marcado apenas 23 vezes; passando agora para 30 e dando o “troféu” para o Cruzeiro, com 25 tentos.

Por vezes, quando se fala do esporte, o esotérico celebrado é o da alegria, das coincidências felizes. Mas o fato é que precisamente no ano em que o Rei é celebrado, o clube do coração dele está cada vez mais perto de conhecer, pela primeira vez, a Série B. Fato grande o bastante para fazer com que um jornalista catarinense observe com atenção.

Há quem comemore; rivais, sobretudo. Mas neste aniversário, o Rei acordaria triste.

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