Nei Maidana: ‘É difícil começar um trabalho do menos zero’

Presidente da Chapecoense faz uma avaliação dos primeiros três meses da temporada 2022

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A Chapecoense não começou a temporada da forma que o torcedor imaginou. O Verdão foi eliminado do estadual e da Copa do Brasil precocemente. Agora a diretoria tem outro desafio: não deixar a equipe cair ainda mais no cenário nacional. É hora de planejar a Série B, uma das mais difíceis da história.

Nei Maidana assumiu a presidência da Chapecoense em dezembro de 2021 – Foto: Chapecoense/NDNei Maidana assumiu a presidência da Chapecoense em dezembro de 2021 – Foto: Chapecoense/ND

Desde que 2021 terminou, o torcedor já projetava dificuldades. Afinal de contas, a Chape fez a pior campanha de pontos corridos da história da Série A. Com apenas 15 pontos somados em 38 partidas, o Verdão do Oeste assumiu o posto do América-RN, que detinha o recorde negativo anterior com 17 pontos somados no Brasileirão de 2007.

Em 2022, o Chape já disputou 14 partidas, com cinco vitórias, três empates e seis derrotas. Destes jogos, 13 foram pelo Campeonato Catarinense e uma partida foi pela Copa do Brasil, que a Chape acabou eliminada ao perder para o Moto Club. O saldo de gols do clube também está negativo. A Chapecoense marcou 14 gols e sofreu 18.

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Os resultados de dentro de campo estão totalmente ligados a parte financeira do clube. No dia 4 de fevereiro de 2022, a Associação Chapecoense de Futebol entrou com um pedido de recuperação judicial na Justiça de Santa Catarina e a solicitação foi atendida pelo juiz Ederson Tortelli da 1ª Vara Cível da Comarca de Chapecó. Na oportunidade, a Chape informou que a dívida ultrapassa os R$ 100 milhões.

Entrevista com Nei Maidana

Em meio a tantos episódios só vivemos em apenas três meses de temporada, conversei com o presidente da Chapecoense, Nei Maidana, que assumiu o time em dezembro de 2021.

Junior Spindula: Faça uma avaliação do trabalho da atual diretoria até aqui?

Nei Maidana: “O que ficou abaixo do que tínhamos planejado foi a Copa do Brasil. O nosso planejamento era passar pelo menos uma fase da competição. Mas, caímos na primeira fase depois perder para o Moto Club. No Catarinense foi mais ou menos o que era planejado, que era fazer uma campanha razoável, não correr risco de rebaixamento, então foi dentro daquilo que imaginávamos”.

Junior Spindula: Qual o maior desafio enfrentado até agora pela atual diretoria?

Nei Maidana: “Foi o início do ano, quando pegamos um clube totalmente largado. Os atletas que tinham contrato longo não queriam permanecer e aqueles que tinham terminado o contrato com clube já tinham ido embora. É difícil começar um trabalho do menos zero. Essas coisas atrapalham bastante”.

Junior Spindula: O que a torcida pode esperar do time na Série B?

Nei Maidana: “O torcedor pode esperar um time com muita raça e vontade. Pode não ficar um time tecnicamente bom, do jeito que o torcedor deseja por conta da nossa condição financeira, mas ao meu ver não pode faltar empenho dentro de campo. Nós vamos trazer jogadores que realmente queiram vencer. Podemos não ser tecnicamente bons, mas o nosso time vai precisar compensar dentro de campo com muita disposição”.

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