No empate diante do Hercílio Luz, os dois “Figueirenses” entraram em campo; qual é o time real?

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Se um torcedor do Figueirense tivesse ido embora no intervalo do jogo de ontem, quando a sua equipe perdia e era dominada pelo Hercílio Luz, jamais imaginaria uma mudança de postura e atitude tão radical como a que ocorreu  com a equipe após a volta do vestiário. Com Matheus Claudino e o estreante Guilherme Pato nos lugares do Peixoto e Lucas Campos, foi uma outra equipe: agressiva e organizada. Situação muito diferente do comportamento da primeira etapa.

Até marcar o seu gol de empate com Nicolas, o Alvinegro teve inacreditáveis dez escanteios em sequência, resultado de uma pressão avassaladora do Furacão. Mesmo após o gol, com a esperada diminuição do ritmo e intensidade, o Figueirense continuou melhor e teve chances para virar o placar.

Mas porque o Figueirense melhorou? Bom, é preciso analisar primeiro as alterações. O estreante Guilherme Pato entrou em ritmo alto, se mexendo bastante no seu setor e ‘desmontando’ o sólido sistema defensivo do Hercílio Luz. A outra alteração, também deu efeito. Peixoto prendeu a bola em demasia no primeiro tempo, pouco acionou os laterais e não fez o jogo do Alvinegro fluir. (Em um lance desses ele errou e recebeu vaia da torcida). Matheus Claudino conseguiu melhorar a ofensividade com um futebol vertical.

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Mudanças à parte, mérito do treinador, dos atletas que entraram e do resto da equipe, a maior mudança foi efetivamente de atitude. O torcedor assistiu em campo “dois Figueirenses”. No primeiro tempo viu o Figueirense decepcionante que atua longe do Scarpelli, no segundo viu o Figueirense – mais animador, mas ainda longe do ideal -,  que tem atuado dessa forma diante do seu torcedor. Qual das duas equipes é o time real?