O TREINADOR. Conforme tinha antecipado aqui na coluna digital e imprensa, o treinador Alex de Souza será o treinador do Avaí para o Campeonato Brasileiro da Série B. A promessa interna é de que ele contará com reforços para a competição Nacional. Fala-se de cinco a seis novos jogadores que se incorporarão ao elenco. A torcida espera que sejam atletas que venham para resolver as várias posições carentes da equipe. Será que o tal critério científico, indicado pelo departamento de “inteligência e performance do clube” agora vai, finalmente funcionar?
VIRTUDES. Alex de Souza, como todos os treinadores, ainda no seu caso como um estreante em uma equipe profissional, teve seus erros e virtudes. Acertou em algumas propostas, e foi prejudicado pela quantidade enorme de jogadores que foram para o departamento médico do clube. Apresentou ideias interessantes como ter a posse de bola. Mas o seu trabalho, no geral, sucumbiu pela qualidade baixa de alguns jogadores que teve à sua disposição.
ERRO. Mas Alex também teve seus erros. E o principal, o visível foi apostar em jogadores seus conhecidos: os amigos. E que no fim, como se diz na gíria do futebol “acabou abraçado com eles”. É o caso do meia Robinho e do atacante Ricardo Bueno. Duas caricaturas do que esses jogadores já renderam em campo no passado. Sobre o Robinho, por exemplo, no jogo em Criciúma, inexplicavelmente ele ficou em campo até os 30 minutos da segunda etapa: caminhando e se arrastando em campo. Constrangedor.
SeguirATACANTE. Sobre o atacante Ricardo Bueno, é muito óbvio que o jogador não tem condições de ser titular da equipe. Insistir nisso no Brasileiro vai ser mais daquele erros tão repetidos na Ressacada nessa gestão. Então quer dizer que o Robinho e Bueno devem ser dispensados? Não. É possível que eles ajudem o Avaí estando no elenco e como opções no decorrer dos jogos conforme a necessidade. Se o preparo físico – e a idade – não permitem um jogo de alta intensidade durante um jogo inteiro, ele podem contribuir uma parte do jogo. Mas se forem dispensados para aliviar a folha de pagamento, também não farão falta. É possível achar no mercado bons substitutos. O que não pode é jogar e ser titular em nome da amizade.
PREJUÍZOS. Apesar de saber que o Avaí é um time rico (pagou R$ 43 mil pelo uso do VAR na Ressacada sem reclamar), os erros do departamento de futebol vem causando prejuízo de milhões de reais para o clube na temporada. A eliminação na primeira fase da Copa do Brasil e a eliminação precoce no estadual, vai fazer com o clube deixe de arrecadar muito, mas muito dinheiro. No caso da Copa do Brasil, a polpuda premiação paga pela CBF. E no caso do estadual, a perda de renda das bilheterias dos jogos na Ressacada na semifinal ou na final, se fosse o caso do clube chegar até a decisão. E sem contar que o clube vai ficar quase três semana apenas treinando. Sem arrecadar apenas aumentando as despesas que não são poucas.
NO BOLSO. Sobre o prejuízo descrito acima, quem sabe pesando no bolso, o Avaí, por intermédio da sua diretoria e do seu departamento de futebol promova reais correções de rotas para que o time volte a ser vencedor no restante da temporada. Por que se depender da pressão da torcida – e da imprensa – as lições dos erros do ano passado não foram aprendidos. Em alguns pontos, os equívocos foram até ampliados. E o resultado? Tem sido visto lá no gramado, onde os deuses do futebol não cochilam e a bola pune.
A LISTA. Na atual gestão, o Avaí perdeu a Recopa em casa para o rival Figueirense; perdeu para o Ceilândia, também em casa pela Copa do Brasil, foi eliminado no estadual nas quartas de final e no Brasileiro com direito a “Lisca Doido” foi rebaixado para a série B. Nesta temporada o time perdeu para o Retrô na primeira rodada da Copa do Brasil e no ano de seu Centenário, foi eliminado pelo Criciúma do Catarinense mais uma vez de forma precoce. Ou Júlio Heerdt (e sua diretoria) promove correções reais de rotas no futebol do clube, ou o presidente vai entrar para a história do Avaí como um perdedor.