SE ACOSTUMANDO. No programa Jovem Pan News Debate de ontem (23), em que participo diariamente das 13h00 às 14h00, o colega Marcos Cassettari fez a seguinte observação: “O torcedor parece anestesiado, nem sente mais a eliminação do estadual”. O jovem radialista tem razão. A interminável fase ruim, com séries B sofríveis até culminar com o rebaixamento, os dois anos patinando na série C, os estaduais sofríveis e arrastados dos últimos 5 anos e o elencos de qualidade duvidosa foram minando ano a ano a capacidade de indignação da imensa e fiel torcida do Figueirense.
TUDO NORMAL. Hoje o torcedor acha até normal que uma vitória diante do Hercílio Luz em Tubarão era algo “impossível” de acontecer (como de fato não ocorreu, culminando com a eliminação). Já tem torcedor satisfeito se o Figueirense não for rebaixado para a série D do futebol brasileiro no restante desta temporada. Como analogia, lembrei da história do “sapo na panela”. Se você cozinhar um sapo vivo na panela ele fica ali curtindo o calor até morrer. Mas se você jogar um sapo em uma panela já com a água quente, ele imediatamente pula fora.
Resumo: as notícias de queda do Figueirense em campo, aliado com a crise financeira fora dele, foi minando aos poucos o sentimento da torcida em geral. Quem mesmo presente no gramado, vai se conformando com o momento atual, vai perdendo a vontade de cobrar da diretoria e dos conselheiros alguma atitude de mudança e de reação. Ou seja, voltando a citar analogia do sapo na panela, o torcedor está sem reação curtindo a água ferver perigosamente em sua volta.
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