Notas sobre o Figueirense: o resultado ‘enganoso’, o tabu e o que vai ser daqui pra frente

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PLACAR MENTIROSO. Quem não assistiu a derrota do Figueirense diante do Brusque na tarde de ontem, no estádio Augusto Bauer, pode ficar iludido pelo placar: três a dois para o time da casa. Pode parecer que foi um jogo equilibrado e que faltou “só um gol para o time da Capital sair com o empate”. Não é verdade, o placar foi generoso com o Figueirense. O que ocorreu na realidade, é que o time Furacão tomou um verdadeiro banho de bola.

O Figueirense chegou a tomar três a zero e se o Brusque não diminuísse o ritmo, o placar poderia ser mais elástico. Mais uma vez o time do treinador Cristóvão Borges mostrou que não sabe atuar longe do seu estádio. Na primeira etapa, o time da casa teve muitas facilidades para chegar no ataque. A defesa bateu cabeça no posicionamento e na cobertura das laterais, principalmente na direita com Elias. E foi por ali que o Brusque abriu dois a zero.

Na segunda etapa, até o placar de 3 a 0, o jogo não mudou, apesar das alterações. Um resumo do Figueirense: defesa perdida, meio de campo espaçado e ataque nulo. No intervalo, o treinador sacou Nicolas e o Pato (que estavam perdidos em campo). De qualquer forma – e porque o Brusque tirou e começou administrar o confronto – o Figueirense chegou ao seu gol (marcado por Bruno Paraíba). E próximo do fim, ganhou um pênalti bobo e diminuiu o placar. Como já dito, placar “enganoso”.

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TABU. Na derrota do Figueirense diante do Brusque, caiu um tabu e outro permanece. Pela primeira vez o time do Scarpelli marca um gol  fora de casa (aliás, dois). Mas outra marca ainda não foi quebrada. Como e por que o Figueirense não consegue jogar bem atuando fora do seu estádio? Como a equipe muda tanto assim. Se no Scarpelli – mesmo com as suas limitações – o time se impõe, tenta e propõe o jogo, por que atuando em outro estádio o time é desorganizado, lento e apático?

E AGORA? (parte 1). Quis o destino que o adversário do Figueirense seja o mesmo do ano passado no mata-mata: o Hercílio Luz, até o melhor time do campeonato. E agora? Pois bem, vamos considerar que agora é que o ‘bicho pega’ e que é um outro campeonato. Onde muitas vezes o fator emocional sobrepõe a técnica. Por esse lado, é possível acreditar que o Figueirense possa surpreender. Mas se formos pesar apenas a parte técnica, ai a pedreira é grande. O Alvinegro vai ter quer buscas – de onde não tem- para tentar surpreender o bom time de Tubarão.

E AGORA? (parte 2). Pois muito bem, se o objetivo for projetar o futuro do Figueirense no Campeonato Brasileiro da Série C, ai a coisa muda de figura. Com esse time, com esse elenco, o resultado que o time de Florianópolis vai colher não será diferente o que colheu na temporada passada. O time é frágil, desequilibrado e inconsistente. É preciso qualificar o elenco para depois o torcedor não ter que chorar “que o time não ganha fora” ou de “de que faltou apenas um gol para o acesso”. Isso numa análise otimista. Porque não me surpreenderia se esse time brigasse apenas contra o rebaixamento para a série D.