‘Nunca fui craque, fui um operário da bola’: o legado de Albeneir para o futebol de SC

Em entrevista ao programa Conexão ND, da Record News, em 2021, Albeneir falou sobre a carreira e a idolatria dentro do Figueirense

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Redação ND Florianópolis

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“Eu não gosto que me chamem de craque, eu nunca fui craque, fui um operário da bola”. A humildade sempre foi uma das maiores qualidades de Albeneir Marques, ídolo eterno do Figueirense, que morreu nesta quinta-feira (15).

Albeneir é um dos maiores ídolos da história do FigueirenseAlbeneir é um dos maiores ídolos da história do Figueirense – Foto: Arquivo/Divulgação/ND

A frase que iniciou este texto foi dita pelo ex-jogador em entrevista ao colunista Cacau Menezes no programa Conexão ND, da Record News, em 2021.

Mineiro de Baldim, Albeneir tinha 65 anos e atuou também no Grêmio, Avaí, Joinville, Marcílio Dias entre outros clubes.

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Na entrevista que durou exatos 38 minutos, o craque (sim, craque!) afirmou que acredita que teve uma ótima identificação com os torcedores dos clubes em que passou pela “raça” que tinha dentro das quatro linhas.

“Houve uma identificação com os torcedores por onde eu passei. O cara que sempre ‘ralava a bunda no chão’, tomava pancada, dava pancada. Quando você comete um ato desse, ele é relevado de certa maneira, porque você faz a alegria dos outros”, disse Albeneir.

“Vou sempre continuar vestindo a camisa de todos os clubes que passei. Não vou cuspir no prato em que comi”, completa.

Carreira de Albeneir nos clubes de Florianópolis

O ídolo alvinegro, é claro, não poderia deixar de citar os companheiros que ajudaram a o “consagrar” tanto por Figueirense, como pelo Avaí.

“No Figueirense, tive Balduino, no Avaí, tive Adilson Heleno. Atletas que faziam a diferença, a gente aprende com eles”, confessou.

Pelo Furacão, entre idas e vindas, Albeneir atuou por sete temporadas (1982, 1983, 1984, 1985, 1987, 1988, 1989 e 1992).

A estreia pelo Alvinegro aconteceu no dia 12 de maio de 1982, no empate por 2 a 2 contra o Blumenau, no estádio Orlando Scarpelli. Foram 221 jogos com a camisa do Figueirense, com 93 gols marcados, feito que o coloca no posto de 3º maior artilheiro da história do Furacão.

Albeneir chegou ao Leão da Ilha em 1992, sendo vice campeão estadual. Atuou também em 1993, quando aposentou-se pelo clube. Com a camisa Azurra, fez 49 jogos e marcou 11 gols.

Ex-jogador foi o “padrinho” de Marquinhos Santos no Avaí – Foto: Alceu Atherino / Avaí F.C/NDEx-jogador foi o “padrinho” de Marquinhos Santos no Avaí – Foto: Alceu Atherino / Avaí F.C/ND

“O que tinha que ser feito foi feito com prazer, com alegria e dedicação”, encerrou o craque, que deixará saudades nos corações de todos os fãs do futebol de Santa Catarina.

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