O primeiro presidente do JEC depois de 12 anos de “passagem de bastão” tem alguns desafios pela frente, mas já sabe bem quais são as prioridades e as metas principais neste primeiro ano à frente do clube que completa 45 anos neste mês de janeiro.
Charles Fischer já tem as metas de 2021 e a principal é desejo que vem há dois anos: o acesso à Série C – Foto: Vitor Forcellini/JECCharles Fischer é figura conhecida na cidade. Torcedor e narrador, a voz marcante foi responsável por transmitir muitos momentos históricos do clube, de vitórias, títulos e acessos a derrotas amargas e doloridas, como as quedas que se acumularam nos últimos anos.
Mas, o presidente conhece a grandeza do time e ressalta que a fase passional ficou de lado, dando lugar a um Charles Fischer mais sóbrio e “sério” que tem a missão de arrumar casa dentro e fora de campo.
SeguirDepois de mais um ano decepcionante para o torcedor, a nova diretoria tem como foco a mudança na maneira de trabalhar, contratar e desenvolver a equipe com o objetivo de fazer 2021 diferente para a torcida tricolor.
Uma das mudanças, garante Charles, é a comunicação entre JEC e torcedor. Nesta segunda-feira (11), o clube realizou uma live de duas horas para mostrar aos tricolores o trabalho que vem sendo realizado na preparação do time para a temporada. Apresentada pelo presidente, a live trouxe informações sobre os processos do clube, além de entrevistas com jogadores, comissão técnica, diretoria de futebol e profissionais do clube mostrando os métodos de trabalho.
“A comunicação com o torcedor tem que aumentar ainda mais. Há uma responsabilidade de, além de ser presidente, comunicar com a torcida. Isso é essencial para o crescimento do clube”, fala.
O JEC está prestes a começar a temporada, com a estreia diante do Tubarão na Copa Santa Catarina nesta quarta-feira (13), às 16h, no Sul do Estado e a volta dos torcedores ao estádio é uma das “saudades”.
“A vida tem que estar à frente, mas estamos ao ar livre, se fizermos um protocolo, com uma quantidade mínima, sou a favor da volta do torcedor para assistir o espetáculo que é o futebol. Acredito que isso aconteça no Catarinense, talvez com pelo menos 30% da capacidade, o que dá em torno de 5 mil pessoas na Arena. Dá saudade de ver esse estádio com a torcida pulsando”, diz.
A Arena Joinville é, inclusive, um espaço que deve ganhar uma atenção extra do presidente e da diretoria do clube. Como o nome da chapa pela qual disputou a presidência, Charles Fischer quer tornar o time autossustentável e, para isso, a exploração do estádio é um dos objetivos. Com dívidas e problemas financeiros, o Joinville precisa aumentar a receita e organizar as contas e essa, ressalta o presidente, é uma das principais preocupações, além de melhorar a própria estrutura do clube.
Desejo é de ter torcida no estádio e “explorar” melhor a Arena Joinville – Foto: Arquivo/Yan Pedro/JEC“As conquistas são muito importantes, estamos aqui para ter vitórias dentro das quatro linhas, mas fora de campo também. Precisamos ajustar a questão financeira, melhorar a estrutura do CT, e na própria Arena. Talvez o JEC possa ter um pouco mais de exploração da Arena, é a nossa casa, mas ao mesmo tempo não é. Essa é uma das nossas bandeiras para que o Joinville tenha condições de se autossustentar”, ressalta.
“A nossa bandeira é a de deixar um legado”
Desde a eleição, Charles Fischer ressalta que a mentalidade e a maneira de pensar o JEC seria alterada nesta temporada, com planejamento e contratações “realistas”. “A nossa bandeira é de deixar um legado dentro e fora de campo”, salienta.
Apesar de estar há menos de dois dias de estrear na temporada, o elenco continua sendo montado e “com calma”. O presidente destaca que novas contratações serão realizadas ainda para a Copa Santa Catarina, mas que todas estão sendo estudadas no que diz respeito ao desempenho dentro de campo e também com relação às questões orçamentárias do clube. “Vamos trazer mais jogadores, mas tem que ser com calma. Os jogadores que saíram precisam ser pagos e o clube tem um baixo fluxo de caixa que precisa ser respeitado. Primeiro estamos resolvendo essas questões, buscando novas receitas e, aos poucos, realizamos as contratações, que são pontuais. Não adianta trazer jogador que não vai resolver”, fala.
Entre as posições que devem ser reforçadas, conta Charles, estão o setor defensivo e o ataque tricolor. “Precisamos de atacantes que joguem pela extremidade. Precisamos reforçar, temos um bom time, mas precisamos repor as peças e colocar o time para funcionar”, diz.
Comandante dentro e fora de campo
A chegada de Vinícius Eutrópio mudou o JEC. Dentro e fora de campo. É o que garante Charles Fischer. Além do peso do nome do novo comandante, a metodologia de trabalho, a influência fora de campo e as mudanças na maneira de jogo do time foram ressaltadas pelo presidente.
“Ele participa muito fora de campo, tem muita vivência no futebol, ajuda a nos orientar e é muito importante ter alguém capacitado também fora de campo para ajudar a diretoria no melhor planejamento para o clube. Dentro de campo, os treinamentos têm sido realmente diferentes, a torcida vai se surpreender com um time altamente ofensivo. Se continuarmos com esse trabalho e com a ajuda dos jogadores que chegarão, tenho certeza que a torcida terá muitas alegrias”, garante.
Para a estreia, só um objetivo: a vitória. “O Joinville tem que estrear com vitória, com todo o respeito ao Tubarão. Os jogadores estão convictos daquilo que querem e isso é fundamental”, fala.
O ano tem, pelo menos, cinco metas para o clube e a principal está na ponta da língua do presidente e de todos os torcedores. “O ano só será perfeito se conquistarmos o acesso para a Série C”, finaliza.
As cinco principais metas do clube para 2021
- Conquista da Copa Santa Catarinense
- Terminar entre os quatro primeiros do Campeonato Catarinense
- Passar da segunda fase da Copa do Brasil
- Melhorar o fluxo de caixa, ajustar as contas e deixar toda a questão salarial “em dia”
- A principal: o acesso para a série C