No início do século passado, os jesuítas do interior de São Paulo apresentaram o futebol como método educativo para os meninos bem nascidos de lá. Chegando à Capital, o esporte caiu nas graças de emergentes empresários italianos que logo criaram o Palestra Itália (Palmeiras).
Espertos, perceberam que criando um time antagonista, as massas de operários não reclamariam da exploração e péssimas condições de trabalho. Trataram, então, de fundar o Corinthians. Pão, Circo e Ópio. Foi assim no mundo inteiro, misturaram até religião, como na Escócia e Turquia.
Em SC, o futebol nasceu nos corredores do Colégio Catarinense, com os meninos da elite da Ilha (Externato) sagrando-se os primeiros campeões estaduais em 1925 sobre os meninos ricos do interior (Internato).
SeguirAvaí X Figueirense serviu para muita coisa. Hoje, o futebol é um grande negócio global, porém, na Ilha é tratado como folclore, como o boi-de-mamão. Na cidade dos barnabés, seus times representantes amargam hoje a 9° (Figueirense) e a 11° (Avai) colocações.
Pobre cidade onde a zoeira é mais importante que a geração de emprego e de renda. Depois reclamam que o município não oferece oportunidade aos seus filhos e netos. É a festa do interior empreendedor e visionário.