O futuro dos campeonatos estaduais. A discussão é necessária: mais razão e menos emoção

Em algum momento os dirigentes, a CBF e as Federações terão que repensar o futuro dos estaduais. E se não for no amor (razão), será com dor (emoção).

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Em algum momento os dirigentes do futebol brasileiro terão que sentar para avaliar os estaduais.  – Foto: Patrick Floriani/Figueirense/NDEm algum momento os dirigentes do futebol brasileiro terão que sentar para avaliar os estaduais.  – Foto: Patrick Floriani/Figueirense/ND

O FUTURO DOS CAMPEONATOS ESTAUDAIS

Os campeonatos estaduais não podem acabar. Eles carregam em si, a história, a essência de onde tudo começou. Para alguns torcedores, é no estadual que a rivalidade entre as equipes aflora, para outros, há um certo “charme” nas partidas entre velhos conhecidos. Ao mesmo tempo, é preciso reavaliar o modelo e formato das competições atuais. Não é admissível que tenhamos partidas com 102 torcedores como foi registrado no confronto entre Próspera e Chapecoense. E 103 pagantes, no jogo entre o Barra e o Concórdia. No futebol amador da grande Florianópolis, mais gente aparece para conferir as partidas. No modelo atual, as diretorias estão “pagando’ para que os seus times entre em campo. Ou seja, é um torneio deficitário. O problema é que essa solução vai sendo adiada ano a ano. Nenhum dirigente tem a coragem suficiente para dar um “basta”, dar um soco na mesa para pedir pelo menos a compreensão dos seus colegas para que o assunto entre na pauta. É possível conciliar um estadual mais enxuto e mais forte com o calendário dos campeonatos brasileiros. Em algum momento, este assunto será discutido. Que seja com mais razão e menos emoção. E se não for no amor, será na dor! 

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