O momento é de turbulência no Avaí. Dentro e fora dos gramados.

O momento é de turbulência, no gramado pelo futebol decepcionante apresentado até nesta temporada. Fora do gramado, a saída do treinador Geninho, a interferência de membros do CD e rolo com atletas.

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Momento turbulento na Ressacada – Foto: Leandro Boeira/Avaí FC/divulgaçãoMomento turbulento na Ressacada – Foto: Leandro Boeira/Avaí FC/divulgação

O momento é de turbulência no Avaí “futebol” e no Avaí Futebol Clube instituição. Aliás, não é a primeira turbulência. O que está ocorrendo na Ressacada nada é mais é do que o fruto das opções equivocadas no início da temporada. O departamento de futebol (com o intuito de acertar, é claro, ninguém sai de casa para errar) formou um time com jogadores de renome. Apenas isso. Mas não formou um grupo comprometido, com espírito de série B, como disse o ex-treinador Geninho. Logo no início da temporada, a saída conturbada do Augusto Inácio e a sua declaração para a impressa portuguesa de que o ambiente do Avaí não era bom, foi o primeiro sinal, o prenúncio do viria pela frente. A saída do segundo treinador, Rodrigo Santana após a eliminação no estadual, deixou no ar mais mistérios no ar. Com a chegada do Geninho, criou-se a expectativa de que o vestiário “de cobras” seria dominado. Engano. O Geninho que retornou pela terceira vez para a Ressacada, voltou mais cansado, mais desanimado e sem o gás das outras passagens. Dava a impressão de ter voltado para o Avaí, mais pela amizade com o presidente do clube, do que por um projeto pessoal e profissional. O experiente treinador cometeu equívocos, errou e pressionado pela torcida colocou o seu cargo à disposição (em várias entrevistas). Mas a gota d’água, foi na coletiva após o jogo diante do Operário, quando perguntado por um repórter sobre a carta do Conselho Deliberativo que pedia a sua saída, Geninho desmoronou e viu que não tinha mais ambiente. Aqui é preciso fazer uma correção, a carta não foi do Conselho. E sim da Mesa Diretora do CD, assinada por 4 membros. De qualquer forma constrangeu o Geninho que visivelmente incomodado afirmou que “era mais avaiano que muitos por aí que nos acessos me abraçaram e pediram para tirar fotos comigo”. Ainda sobre essa carta, a ideia de quem assinou foi uma clara tentativa de descolar da imagem do Francisco Battistotti, que neste episódio se sentiu traído. Está magoado. Mas voltando aos resultados do futebol e ao equívoco da montagem do grupo, na noite deste domingo, 4 atletas foram abordados por torcedores uma casa noturna da capital. Pelas imagens que rolam nas redes sociais teve até atleta agredido, o que é profundamente condenável, sob todos os aspectos. Violência em nenhuma circunstância pode ser admitida. Mas, voltando ao início deste comentário, tudo o que ocorre hoje no Avaí, no estádio da Ressacada, é fruto de um equívoco na montagem no grupo. A frase “amigos amigos, negócios à parte” parece ter efeito nulo pelos lados do Sul da Ilha de Santa Catarina.