O ex-jogador Alex, o novo treinador do Avaí para a temporada de 2023, era o típico camisa 10: se não era presente o jogo inteiro dando carrinho e marcando o adversário, dosava e cadenciava as suas participações nos jogos com eficiência. Aparecia nos momentos decisivos dando um toque de qualidade e marcando um gol decisivo. Na maioria das vezes, um belo gol, com a assinatura do seu reconhecido talento e categoria.
Na biblioteca de futebol deste colunista, a biografia do Alex faz parte do acervo. O desafio de transformar na prática, bons conceitos sobre a utilização do camisa 10 – Foto: Arquivo pessoal/NDBasta lembrar o gol marcado no São Paulo quando defendia o Palmeiras, após dois chapéus: no zagueiro e no goleiro e hoje treinador Rogério Ceni. Ou o gol de letra quando defendia o Cruzeiro, diante do Flamengo em pleno Maracanã no jogo de ida pela final da Copa do Brasil de 2003. Sem contar as mágicas jogadas de efeito e gols marcados pelo Fernebahçe, a ponto de virar ídolo por lá na Turquia e ganhar uma estátua. Sim, o Alex tem uma estátua!
Mas o que pensa o Alex, sobre o tal jogador camisa 10 em extinção no futebol brasileiro? Reproduzo aqui na coluna, o pensamento do treinador do time azurra publicado no livro ‘Alex, a biografia’, do autor Marcos Eduardo Neves, lançado pela editora Planeta em 2015:
SeguirDesde as categorias de base, os técnicos se preocupam mais em defender do que fazer o time jogar. Preocupam-se com o emprego deles. Jogadores como eu, com qualidade para decidir e dificuldades para ajudar na marcação, precisam voltar a existir. A essência do nosso futebol sempre foi essa. Hoje em dia, infelizmente, acontece o contrário. É a maldita tendência do brasileiro, que em tudo tenta copiar a Europa.