O VAR revelou a deficiência da arbitragem brasileira – Foto: Matheus Meyohas/CBFA implantação do VAR (Assistente de vídeo) serviu, de alguma forma, para mostrar o quanto a arbitragem brasileira é deficiente e atrapalhada. (Alô sindicato dos árbitros, ninguém aqui falou em mal-intencionados ou ladrões. Nada de mandar ofício para a redação, combinado?). Em todas as rodadas, de qualquer série, seja dos estaduais, Copa do Brasil ou Brasileiro, relatos e relatos de erros absurdos vão se acumulando. Quando o VAR cumpre a sua função, ou seja, corrige uma jogada, mostra o quanto aquele impedimento claro não marcado pelo assistente ou quando o VAR aponta aquele pênalti maroto, ninguém entende como o árbitro bem posicionado a 3, 4 metros do lance não viu o toque de mão ou a falta dentro da área. Não é à toa que toda semana a CBF recebe várias “notas de protestos” de clubes do quatro cantos do Brasil. Isso sem contar a demora para minutos e minutos para tomar uma decisão que o torcedor no estádio ou em casa, já viu e já sabe o que ocorreu no lance. E para piorar, ou por descrédito e desconfiança das decisões tomadas, cada vez que o VAR é acionado os jogadores fazem uma rodinha em torno de árbitro, que sem autoridade nenhuma contribui para ampliar ainda mais a confusão e tempo de bola parada em um jogo de futebol. O VAR no futebol brasileiro, era para ser uma segurança, uma tranquilidade para que o jogo corresse dentro das regras do futebol, da disciplina dos atletas. Mas infelizmente, virou motivo de apreensão e até medo dos atletas, comissões técnicas e dirigentes.