Em um episódio deplorável, o Canal 9 da Argentina divulgou uma chamada para a partida de futebol entre as seleções da Argentina e da França nas Olimpíadas de Paris utilizando um trecho de uma música de cunho racista.
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O caso mostra uma richa criada entre franceses e argentinos que vem desde a Copa do Mundo de 2022.
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Emissora fez chamada para jogo das Olimpíadas com música racista – Foto: ReproduçãoOlimpíadas de Paris
A chamada para o jogo, exibida nesta semana, mostrou parte do vídeo em que os jogadores cantam a música ofensiva, gerando indignação entre espectadores e nas redes sociais. Até o momento, o Canal 9 não se pronunciou oficialmente sobre o incidente.
Na internet, a escolha da emissora foi considerada inadequada e desrespeitosa, especialmente em um contexto esportivo que deve promover a união e o respeito entre as nações. No fim das contas, a França venceu e despachou a Argentina, que foi eliminada das Olimpíadas.
A chamada com a música racista para Argentina x França foi exibida pelo Canal 9 da Província del Chaco, no nordeste do país, afiliada do ElTrece
O canal não tem os direitos das Olímpiadas, mas de alguma forma, conseguiu os direitos dessa partidapic.twitter.com/M2RgsMT9yw
— Televisão Argentina (@tvargentina_) August 3, 2024
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Entenda o caso
A música racista foi criada durante a Copa do Mundo de 2022 e se tornou famosa após a vitória da Argentina sobre a França na final daquele mundial. O caso voltou a se repetir no final da Copa América 2024, quando jogadores foram flagrados cantando a música novamente.
Durante a celebração no ônibus da equipe, o volante Enzo Fernández registrava o momento ao vivo no Instagram. No entanto, ele interrompeu a transmissão ao perceber que cânticos racistas começavam a ser ouvidos.
A música fala sobre jogadores negros da França que possuem origem no continente africano. Além disso, ela é homofóbica ao tratar de supostos relacionamentos com mulheres transexuais.
O trecho é uma provocação a Mbappé. Isso porque, no passado, a amizade do jogador com a modelo trans Ines Rau gerou especulações de um namoro.
– Eles jogam pela França, mas são de Angola. Que bom que eles vão correr. Se relacionam com transexuais, a mãe deles é nigeriana, o pai deles cambojano, mas no passaporte: francês – diz o grito racista.