Operação Penalidade Máxima cumpre busca e apreensão contra jogador da Chapecoense

Ministério Público cumpre mandado contra zagueiro Victor Ramos em operação que investiga manipulação de resultado

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O Ministério Público de Goiás cumpriu um mandado de busca e apreensão contra o zagueiro Victor Ramos, da Chapecoense. A ação é em decorrência da Operação Penalidade Máxima, do MP-GO, que investiga manipulação de resultados no futebol brasileiro.

Victor Ramos atuou na Chapecoense em 2022 e retornou recentemente – Foto: Júlia Galvão/Chapecoense/NDVictor Ramos atuou na Chapecoense em 2022 e retornou recentemente – Foto: Júlia Galvão/Chapecoense/ND

O jogador foi conduzido para depoimento e teve o celular apreendido para investigação.

Além do mandado em Chapecó, também há o cumprimento de mandado em outros 16 municípios. De acordo com o MP-Go, há suspeitas de que o grupo criminoso tenha atuado em pelo menos cinco jogos da Série A do Campeonato Brasileiro de Futebol de 2022, além de cinco partidas de campeonatos estaduais, entre eles, os campeonatos Goiano, Gaúcho, Mato-Grossense e Paulista, todos deste ano.

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Nenhum jogo da Chapecoense é investigado na operação. O clube foi procurado e, por nota oficial, disse que “confia na integridade profissional do atleta” e que irá “colaborar totalmente com as autoridades”.

A coluna conversou com Lucas Reis, agente de Victor Ramos, que afirmou que o atleta nunca teve participação em operações de apostas esportivas e manipulações de resultados.

Em fevereiro, época que a operação foi deflagrada, o então técnico da Chapecoense, Bruno Pivetti, repudiou a suposta participação de um atleta do Tombense no esquema.

Victor Ramos defendeu a Chapecoense em 29 jogos na temporada passada. No início de 2023 se transferiu para a Portuguesa, mas voltou ao Verdão do Oeste na reta final do estadual.

Entenda o caso

A operação “Penalidade Máxima” aconteceu em fevereiro e buscou provas de uma associação criminosa envolvida na manipulação. O objetivo do esquema seria viabilizar as apostas em valores elevados. Para isso, alguns atletas receberiam parte dos ganhos, em caso de êxito. A estimativa é que cada suspeito recebeu cerca de R$ 150 mil por aposta.

Entre as práticas, está a aposta em pênaltis cometidos no primeiro tempo dos jogos. Assim como existem elementos que o grupo participou de, no mínimo, três jogos da Série B de 2022 com esquema que pode passar dos R$ 600 mil.

Além do jogo entre Tombense e Criciúma, a investigação abrange ainda atuação nos confrontos entre Vila Nova e Sport, e Sampaio Corrêa e Londrina.

Mandados de busca e apreensão já foram realizados em Goiânia (GO), São João Del Rei (MG), Cuiabá (MT), São Paulo (SP), São Bernardo do Campo (SP) e Porciúncula (RJ).

Confira a nota da Chapecoense na íntegra

A Associação Chapecoense de Futebol vem a público a fim de reiterar o seu posicionamento totalmente contrário a qualquer tipo de situação que envolva a manipulação de resultados de jogos. O clube entende que tais condições são totalmente antidesportivas, ferindo os valores éticos e morais da modalidade.

A respeito da “Operação Penalidade Máxima” e do cumprimento do mandado relacionado à ela em Chapecó – envolvendo um jogador do clube – a agremiação alviverde reforça o seu apoio e, principalmente, a confiança na integridade profissional do atleta.

Por fim, tendo em vista as investigações, o clube destaca o seu compromisso em colaborar totalmente com as autoridades e oferecer todo o suporte e informações necessárias na apuração e esclarecimento do caso.