EMPATE E POBREZA TÉCNICA
O empate do Avaí na noite de ontem em Ponta Grossa diante do Operário foi caracterizado por um futebol de pobreza técnica. O Leão da Ilha foi dominado na primeira etapa, tomou um gol e depois de forma desorganizada taticamente achou o seu gol de empate, sabe-se lá como. Um ponto que nada ajuda na briga pelo acesso e faz o Avaí patinar na tabela de classificação. A cada rodada, o time catarinense vai se achando no seu devido lugar nesta série B: no meio da tabela da classificação. Não corre risco de queda para à Série C, mas está cada vez mais longe da Série A.
LUCAS FRIGERI – Realizou boas defesas quando exigido. Não comprometeu. NOTA 6
SeguirEDILSON – Burocrático, sem meter o pé nas divididas, deixou uma avenida aberta no seu setor. NOTA 4
ALEMÃO – Muita raça em campo e entrega. E só. Mas tecnicamente e fisicamente continua devendo. NOTA 4
BETÃO – Não ganhou uma disputa com os atacantes do Operário. Lento, por pouco não entregou um gol na segunda etapa. Onde parou o seu futebol mesmo? NOTA 4
IURY – Se na sua posição já apresenta um futebol complicado, imagine então improvisado? Lateral que não apoia. NOTA 4
RAFAEL PEREIRA – Apesar da sua entrega no campo, como é sua característica, o improvisado Rafael Pereira não conseguiu ajudar na defesa em muito menos na saída de bola. NOTA 4.
(PEDRO CASTRO) – Não fugiu da sua característica. Sua entrada pouco ajudou o Avaí no segundo tempo. NOTA 5
JEAN MARTIN – Esse sofre. Corre, marca e tenta o passe. Mas sucumbe a falta de qualidade do resto da equipe. NOTA 6
VALDÍVIA – Tentou ser participativo, principalmente no início da partida. Mas não consegue fazer a ligação. Futebol foi sumindo no decorrer da partida. NOTA 5
(ALAN COSTA) – Entrou no final. SEM NOTA
RILDO – Mais uma vez ficou devendo. Não parte para cima do lateral, não chuta pro gol. Muito nome e pouco futebol. NOTA 3
(GETÚLIO) – Quem resolve no Avaí geralmente é algum jogador da própria base. Entrou e marcou o seu gol. NOTA 7
RÔMULO – A pobreza técnica do Avaí foi tão gritante que até o futebol do combativo Rômulo sumiu. NOTA 5
(VINÍCIUS JAÚ) – Tem suas limitações técnicas. Mas teve o mérito do lançamento para o gol de empate do Avaí marcado pelo Getúlio. NOTA 5
RODRIGÃO – Caiu sozinho, tropeçou na bola, furou na cara do goleiro na primeira etapa. Coisa horrorosa. NOTA 2.
(RONALDO) – Não acrescentou nada com a sua entrada. NOTA 4
GENINHO – Colocou o melhor zagueiro no banco de reservas, Alan Costa. No gol do Operário faltou justamente um zagueiro alto para tirar a bola dali. Inventou o Marcelo Pereira como terceiro zagueiro ou primeiro volante. E só ele acredita na dupla de ataque Rildo e Rodrigão. Se o Avaí fosse um time sério já era para estar fora da equipe há muitas rodadas. Seu retorno para a Ressacada – pela amizade com o presidente, diga-se de passagem – é decepcionante. Ah, no final do jogo colocou o Alan Costa, pra segurar o empate? Só faltou dizer que foi “um empate heroico”. Disse?
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