Letreiro recentemente inaugurado no estádio da Ressacada. – Foto: Leandro Boeira/Avaí FCA SITUAÇÃO DRAMÁTICA E COMPLICADA DO AVAÍ
A reunião extraordinária do Conselho Deliberativo realizada na noite desta terça (17) na Ressacada expôs a verdadeira situação em que chegou o Avaí Futebol Clube um ano antes de completar o seu centenário. O presidente do clube, Júlio Heerdt, marcou presença e sem rodeios mostrou aos conselheiros presentes no espaço físico e presentes virtualmente via aplicativo, que somente com muito trabalho, criatividade e união dos avaianos é que a instituição vai sair do buraco em que se encontra. Os valores das dívidas (leiam abaixo) a curto e médio prazo impressionam negativamente, é claro, e serão mostrados pelo presidente em pronunciamento para torcedores e imprensa programado para esta quinta-feira, às 10h00 na sala de imprensa da Ressacada. O relatório é o resultado da auditoria prometida ainda na época de campanha e na posse da nova diretoria após a realização das eleições no clube. Além dos números assustadores da dívida, outras situações mostram o quanto é dura a realidade que a nova gestão está encontrando no Sul da Ilha. William Thomas, diretor de esportes do Avaí afirmou que os jogadores se comunicam entre si e que de cada “contratação efetuada para o Avaí, quinze foram negadas”. Essa declaração foi confirmada pelo Marquinhos Santos que reconhece, sem eximir de culpas, a dificuldade em trazer bons jogadores com a credibilidade do clube em baixa no mercado nacional.
Conselheiros tomaram conhecimento da atual realidade do Avaí – Foto: Rafael Xavier/Avaí FCOS VALORES DA DÍVIDA DO AVAÍ
SeguirO texto abaixo que cita os valores das dívidas foi extraído da publicação no site do Avaí Futebol Clube. Leiam o texto completo AQUI
Havia R$ 172 mil no fluxo de caixa do clube ao final de dezembro de 2021. Foi feito adiantamento junto à detentora de direitos de TV no valor de R$ 7.8 milhões. No clube havia oito meses de atraso em direito de imagem e cinco meses de salários (CLT).
Dívida de curto prazo no início do ano era na casa dos R$ 32,5 milhões, sendo R$ 7 milhões de reais em salários e encargos, além de R$ 6,2 milhões de premiações de 2021 e 2018, bem como outros débitos. O presidente relatou as dificuldades encontradas e o que elas podem e poderiam acarretar em punições e exclusões do Avaí em programas de negociação de dívida. Ainda há dívida de curto prazo na ordem de R$ 32 milhões de reais. Segundo o presidente, em 75 dias foram pagos cinco meses de salários ao grupo de jogadores e houve o acerto do restante com o elenco (dois meses) de forma parcelada e pactuada com o grupo, que considera os salários em dia, segundo o presidente. Além disso, foi acertado com os jogadores que impetraram ação no STJD e com isso limada qualquer chance do Avaí perder pontos.
O presidente agradeceu os atletas pelo compromisso e por aceitarem as condições para permanecer e que acreditaram no plano de um novo Avaí. Ainda no passivo fiscal o montante de dívida é na casa dos R$ 57 milhões, que se encontram em atraso em seus parcelamentos. As obrigações fiscais sem parcelamento somam R$ 16 milhões (INSS, FGTS, Imposto de Renda). Em janeiro e fevereiro tudo está sendo pago em dia, segundo o presidente, inclusive os encargos de folha de pagamento.
O presidente Júlio informou aos conselheiros que foi surpreendido na CBF com o não pagamento da cota da segunda fase da Copa do Brasil. Foi explicado pela Confederação que o valor já havia sido depositado, ou seja, foi pago em duplicidade. O Conselho Fiscal do Avaí identificou o valor em duplicidade e recomendou à antiga gestão a devolução do valor. O recomendado não foi cumprido e assim descontado da cota do Avaí em 2022. Foi conseguida a reversão desse pagamento, sendo o erro de 2021 parcelado em dez vezes. O relatório completo com mais explicações em profundidade será apresentado na próxima quinta-feira (17), às 10h, com transmissão da TV Avaí.