Defesa do Figueirense sofreu 8 gols em dois jogos. – Foto: Celso da Luz/Criciúma E.C/NDA torcida do Figueirense tem plena consciência de que o seu clube vive um momento de reconstrução. (Mais uma vez, diga-se). Ela entende as dificuldades financeiras e obstáculos para que o alvinegro busque os seus melhores momentos. Ela sabe que desta vez, quem assumiu o clube não fez promessas mirabolantes, portanto não há nenhuma ilusão no ar. O torcedor sempre apoia, sempre mostra a sua fidelidade. Dizer isso dos alvinegros é como chover no molhado.
Mas, como alertado aqui na coluna na semana passada: a cobrança por resultados positivos faz parte do futebol. Nenhum torcedor sai de casa e diz pra sua família e amigos: “vou ali ver o meu time perder”. Ele torce, ele quer a vitória. Por isso, não dá para aceitar como normal duas derrotas por 4 gols, como ocorreu no amistoso diante do Ponta Grossa e o Criciúma no sábado pelo Estadual. Sem muito tempo, o treinador João Burse precisa mudar – se preciso – e achar uma forma de que a defesa não continue sendo a peneira que foi até aqui. Se não vencer o Joinville, na quarta no Scarpelli, pela segunda rodada do Catarinense, a pressão vai aumentar. A diretoria está fazendo a sua parte, a torcida também. E é assim desde que o futebol é o futebol.