O EXEMPLO QUE VEM DE BRUSQUE. Com uma apenas uma temporada no Campeonato Brasileiro da Série C, o Brusque conseguiu o que o Figueirense está tentando há três e indo para o quarto ano: o acesso para a Série B. E olha que o time do Vale não consegue colocar mais de 3 mil torcedores por jogos no estádio Augusto Bauer que nem é seu, enquanto que aqui na Capital a torcida Alvinegra foi ao estádio Orlando Scarpelli em peso, tendo público muitas vezes maiores que alguns jogos da Série A. Como já dito, é um time sem estádio, sem estrutura e que iniciou a temporada com uma perda de receita bastante considerável com a saída do seu principal patrocinador após um rebaixamento e mesmo assim chegou na final do Estadual e agora, no quadrangular do Brasileiro da Série C, tem 100% de aproveitamento com o acesso garantido e na disputa pelo troféu Nacional. Metas alcançadas pelo Brusque, com todas essas deficiências, bem distintas do Figueirense que por aqui segue com a sua crise e se escora na Copa Santa Catarina para tentar a temporada de derrotas e frustrações para a sua enorme e imensa torcida. Mas afinal, se o Brusque conseguiu por que o Figueirense não? A resposta é mais do que simples: competência na formação do elenco, na busca por atletas e comissão técnica comprometidas com os objetivos com o clube e capacidade de reação às dificuldades do dia a dia de um time de futebol. Dinheiro no futebol é importante, é claro. Mas uma dose de visão de mercado e competência tem o seu devido valor e geralmente é digno de reconhecimento e bola na rede.
Brusque confirmou sua volta para a série B; nem sempre o dinheiro manda, às vezes um pouco de competência deixando preciosa lição para o Figueirense – Foto: Luca Gabriel Cardoso/Brusque FC/Divulgação/ND