A morte do gênio Maradona. Um craque nos gramados, fora dele um jogador ruim – Foto: Revista Placar 25 anos/ND
O dia 25 de novembro de 2020 ficará para sempre na história do futebol: o dia em que o segundo maior jogador da história do futebol mundial se despediu. Diego Armando Maradona, apelidado de “El Pibe de Oro”.
Para a geração que não pode ver o Rei Pelé, “Dieguito” estendeu o prazer para os gramados de um futebol bem jogado. Nascido em Lanús, no dia 30 de outubro de 1960, desde cedo a sua habilidade na perna esquerda foi notada por quem entendia de futebol.
Para nós brasileiros, a primeira das muitas polêmicas em torno do Maradona, foi a ausência do seu nome na convocação da Seleção da Argentina na Copa de 1978, já que ele tinha sido o destaque do Boca Juniors na conquista do Campeonato Argentino em 1981. Mesmo que a Argentina tenha conquistado o título mundial jogando em casa, azar dos argentinos.
SeguirA conquista daquele polêmico mundial poderia ter sido com mais talento, com mais jogadas geniais. Maradona foi brilhar na Espanha conquistando títulos pelo Barcelona e pelo Napoli da Itália, onde só faltou fazer chover em campo. (Hummm, acho que até isso conseguiu fazer).
Na Seleção Argentina, Maradona disputou a Copa de 1982 na Espanha, sendo eliminados pela Itália e pela Seleção Brasileira. Na copa do mundo de 1986, no auge da sua carreira, Maradona com gols antológicos praticamente carregou a Seleção Argentina nas costas conquistando o mundial. Na copa de 199o, novamente levou a Seleção da Argentina até a final, mas caiu diante do futebol pragmático da Alemanha.
Na Copa de 1994 nos Estados Unidos, Maradona caiu no doping. Daí em diante começou a decadência “visível” e pública do craque. A mesma habilidade que ele tinha com a perna para driblar os adversários, não foi a mesma habilidade que o Maradona tinha para fugir de confusões e rolos. Um gênio dentro do gramado, um cabeça de bagre fora dele.
Num país de grandes craques do futebol como Di Stéfano, Messi, Ardiles, Kempes, Caniggia e Batistuta, Maradona foi o segundo melhor do mundo. O único argentino que ousou chegar o mais próximo possível do Rei Pelé. Morreu Maradona, morreu um gênio!
