A opção do treinador Tite, pelo time reserva diante de Camarões pelo último jogo da primeira fase da Copa do Mundo do Catar, era um risco, digamos que calculado. Com a classificação garantida, era previsível que faltaria o entrosamento para a equipe. A derrota da Seleção Brasileira para o Camarões pelo placar de um a zero, ontem à tarde, deixa uma lição e um consolo.
Tite. “besta ou bestial”? – Foto: Carl DE SOUZA / AFP / NDA lição é de que é preciso matar o jogo quando surgem as oportunidades, e elas aconteceram. O consolo é que o Brasil perdeu quando podia. Com o primeiro lugar garantido, daqui para frente toda partida é uma verdadeira decisão. E a primeira final é na segunda (05) diante da surpreendente Coreia do Sul.
O comentário acima foi publicado na coluna impressa da edição deste fim de semana do jornal ND. Dito isto, partimos em frente com a seguinte observação: Na seleção do Tite, os fins precisam justificar os meios. Explicando melhor: se lá na frente o Brasil conquistar o tão desejado hexacampeonato, a torcida vai esquecer e entender a utilização de jogadores reservas diante de Camarões.
SeguirSe o Brasil fracassar, em qualquer das fases seguintes da Copa do Mundo do Catar, ai o peso da derrota diante de Camarões será enorme será relembrado pela torcida em geral – e também colegas jornalistas – para críticas severas pela opção do treinador.
No entanto, se o Brasil conquistar o título, o olhar no retrovisor da competição será visto será generoso e visto como uma genialidade do Tite em poupar seus titulares no último jogo da fase da classificação. O limite entre a exaltação e a humilhação, é mínimo, ou como dizia o treinador brasileiro Oto Glória sobre a função dos técnicos no futebol, Tite pode terminar a Copa do Mundo como “besta ou bestial”.