Abel Ferreira. Vencedor e odiado pelo seu sucesso no Brasil – Foto: Site Palmeiras/divulgaçãoRecentemente o treinador desempregado Fernando Diniz participou de um programa de TV falando das suas ideias e da sua filosofia de trabalho. “Um gênio incompreendido”, “não dá para entender por que ele está fora do futebol”. Vários colegas jornalistas saíram em sua defesa lamentando o motivo do “dinizismo” não ser compreendido pelo brasileiro. Diniz é aquele treinador que surpreende na chegada, mas que no final não ganha. Esse é o resumo. Quem sofre um processo inverso no Brasil, com exceção da torcida do Palmeiras, é claro, é o treinador português Abel Ferreira. O vilão da vez, possivelmente desses mesmos jornalistas, que não contentes em duvidar da sua competência, passam a o ofendê-lo pessoalmente. Por que tanta raiva e desprezo com o Abel, um vencedor em campo com a equipe paulista e tanto amor pelo Fernando Diniz? A primeira explicação é que o português não bajula jornalista, não faz média com a impressa. Ele arregaça as mangas, estabelece foco, e com a cabeça fria e coração quente, vence jogos e conquista títulos. E a segunda e definitiva explicação é que no Brasil, o sucesso é insulto pessoal, como falava o maestro e compositor Tom Jobim.