O Avaí comunicou nesta sexta no seu site oficial, a saída do atacante Denilson. Aquele quero-quero que dá seus rasantes pelo belo gramado da Ressacada me bicou o seguinte: “não tinha como segurá-lo. Ele é um poço de encrenca”. Nesse caso, é preciso esclarecer que não há nenhuma novidade. Na sua outra passagem pelo Avaí, em 2016, Denilson arrancou com belos gols e suas dancinhas e incomodou, como incomodou agora, sendo negociado na época com o São Paulo. Sobre a sua dispensa no dia de hoje, mesmo sendo uma atitude difícil, o gesto é avaliado pela diretoria como uma atitude necessária. O atleta tem registrado atrasos nos treinamentos, discussão com membros da comissão técnica e até uma tentativa de agressão contra um colega de profissão.
Nem o argumento de que “se ele faz gol, é necessário mantê-lo no grupo” pode ser utilizado diante de tantos problemas que o jogador tem trazido ao elenco. Ah, sem contar a expulsão gratuita no último jogo, na derrota por 2 a 0 diante do Atlético-GO. A direção realmente não teve outra alternativa. A rescisão de contrato foi necessário para manter o grupo focado no objetivo de se distanciar do Z4 do Campeonato Brasileiro da Série B. E vamos combinar um coisa: sim, ele fez os seus gols (metade do que fez em 2016), mas é nenhum Romário, Edmundo ou Garrincha para aturar e atuar com tanta indisciplina como as praticadas pelo atacante. O que aliás, a própria direção do Avaí já tinha conhecimento quando resolveu trazê-lo. Pode ser um bom atacante, mas como dizia um ex-presidente do time azurra “ele não tem a cabeça no local”.