Uma das coisas mais difíceis de entender no mundo do futebol é a cabeça do treinador. É a capacidade que esse profissional tem de complicar uma situação clara e comprovadamente eficaz. No caso do Figueirense, é o pouco aproveitamento do jovem atacante Paolo pelo treinador Junior Rocha.
O leitor Alvinegro que acompanha a coluna diariamente relembra várias ocasiões em que a entrada do atleta foi cobrada por este colunista. Cobrada pelo simples fato de que Paolo, quando entra em campo, ajuda a equipe com os seus dribles, puxadas de contra-ataques e até assistência, como a que ele deu para Gustavo Henrique na vitória diante do Aparecidense, há 4 rodadas, no estádio Orlando Scarpelli.
No empate em 3 a 3 diante do Ypiranga, em Erechim, no último sábado (3), era a ocasião perfeita para colocar Paolo em campo no 2º tempo. O Figueirense vencia o jogo pelo placar de 3 a 1, e até os quero-queros do estádio local sabiam que o time da casa iria se jogar para frente, abrindo espaço na defesa.
SeguirCinco alterações foram efetuadas e, a cada mexida, o adversário crescia. A cada troca, o rendimento do Alvinegro caia, perdendo a força de ataque para definir a partida e garantir a vitória. O espaço para um contragolpe estava ali, esperando apenas que um atleta rápido e com essa característica aproveitasse a situação. Opção clara e transparente. Menos, é claro, para o treinador e sua cabeça complicada, como é o caso da maioria deles. Vá entender…