Parabéns, Avaí FC; 99 anos de muita história, conquistas e craques eternos

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Florianópolis, setembro de 1923. Uma ilha pacata onde a vida passa calmamente. A ponte Hercílio Luz, recém-inaugurada, vai mudando aos poucos a rotina dos manezinhos e dos catarinenses que passam a descobrir que no estado existe uma capital. Nas ruas iluminadas pelos lampiões de gás, o dia termina com as deliciosas prosas dos moradores, que educadamente, tiravam seus chapéus para cumprimentarem as damas de longos vestidos.

O esporte dominante era o remo. Na baía, junto ao Hospital de Caridade, Martinelli, Aldo Luz e Riachuelo brigavam a cada remada pelos corações de seus fanáticos torcedores. E foi nesse ambiente que na rua Frei Caneca, no bairro da Pedra Grande, alguns garotos ousados para época faziam rolar uma bola improvisada – sabe-se lá com que material- trazendo alegria para os torcedores que assistiam aquele “soccer” trazido para o Brasil pelos ingleses.

“Esse esporte não vai pegar por aqui. Nós gostamos é de remo”, é possível que algum distinto senhor com a sua bengala tenha dito isso ao ver aqueles garotos descalços e sem o “terno” correndo atrás de uma pelota em traves armadas com bambus. As coisas mudaram no dia em que o comerciante Amadeu Horn apareceu um dia com um uniforme completo, “igual aos dos times do Rio e SP”.

Tentem imaginar a alegria daqueles meninos ao ver aquele pacote sendo aberto com as camisas listradas azuis e brancas. Os “atletas” também ganharam chuteiras e uma bola oficial! Foi dessa ideia e ação de um visionário que surgiu o Avahy Foot-ball Club.

Do passado para o presente: Florianópolis, setembro de 2022. O Avaí Futebol Clube comemora seus 99 anos. Olhando no retrovisor da história, aquele comerciante generoso que adquiriu o primeiro uniforme do clube – e aqueles garotos da Pedra Grande – sequer ousavam imaginar que o time azurra chegaria tão longe e com tanto poder no cenário do futebol estadual e brasileiro.

O Avaí Futebol Clube, a caminho do seu centenário, é uma instituição forte, robusta e madura: pelo seu patrimônio; conquistas, histórias de seus craques e heróis conhecidos e anônimos. Sem esquecer o passado e de olho no futuro, o Leão da Ilha segue o seu destino: ser o time da Raça de uma apaixonada e fiel torcida. Parabéns, Avaí pelos seus 99 anos de uma linda história.

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    Avaí, o Azulão 70 - Acervo Osny Meira/Adalberto Klüser/ND
    Avaí, o Azulão 70 - Acervo Osny Meira/Adalberto Klüser/ND
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    Equipe do Avaí na temporada de 1967 antes de um jogo no saudoso estádio Adolfo Konder. Maioria dos jogadores da nossa região. Em pé: Deodato, Jocely, Zilton, Moenda, Manoel e Ronaldo. Agachados; Rogério, Rogério Ávila, Ito, Cavallazzi e Carlos Roberto. O garotinho é o Cacau Menezes, colunista aqui no DN. - Acervo Carlos Roberto Santos/nd
    Equipe do Avaí na temporada de 1967 antes de um jogo no saudoso estádio Adolfo Konder. Maioria dos jogadores da nossa região. Em pé: Deodato, Jocely, Zilton, Moenda, Manoel e Ronaldo. Agachados; Rogério, Rogério Ávila, Ito, Cavallazzi e Carlos Roberto. O garotinho é o Cacau Menezes, colunista aqui no DN. - Acervo Carlos Roberto Santos/nd
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    Avaí na temporada de 1960. Vários jogadores da região da Grande Florianópolis - Acervo Osny Meira/Adalberto Klüser/ND
    Avaí na temporada de 1960. Vários jogadores da região da Grande Florianópolis - Acervo Osny Meira/Adalberto Klüser/ND
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    No time do Avaí de 1957, dois ilustres convidados: Teixeirinha e Valério Matos. - O Craque Eterno/Bola Teixeira/reprodução
    No time do Avaí de 1957, dois ilustres convidados: Teixeirinha e Valério Matos. - O Craque Eterno/Bola Teixeira/reprodução
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    Binha, com camisa do Avaí na temporada de 1965. Chutando para longe o preconceito. - Memória Avaiana/ND
    Binha, com camisa do Avaí na temporada de 1965. Chutando para longe o preconceito. - Memória Avaiana/ND
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    Entre as décadas de 1980 e 1990, o ônibus do Avaí por onde passava atraía as atenções. Apelidado de "trovão azul" e guiado pelo simpático motorista José H. Wertarb, o popular Jarrão, o ônibus, aos poucos, foi sendo sucateado, permanecendo mais na oficina que à disposição dos próprios jogadores. - Acervo Fábio Westarb/ND
    Entre as décadas de 1980 e 1990, o ônibus do Avaí por onde passava atraía as atenções. Apelidado de "trovão azul" e guiado pelo simpático motorista José H. Wertarb, o popular Jarrão, o ônibus, aos poucos, foi sendo sucateado, permanecendo mais na oficina que à disposição dos próprios jogadores. - Acervo Fábio Westarb/ND
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    Na foto, o time do Avaí na temporada de 1992. Vários remanescentes do título de 1988 estavam nesse elenco que terminou o estadual na segunda colocação. Em pé: Netinho, Carlão, Márcio, Albeneir, Villas e Tito. Agachados: Gerson, Claudiomir, Belmonte, Adilson Heleno e Gilson. - Acervo Airton Florência/ND
    Na foto, o time do Avaí na temporada de 1992. Vários remanescentes do título de 1988 estavam nesse elenco que terminou o estadual na segunda colocação. Em pé: Netinho, Carlão, Márcio, Albeneir, Villas e Tito. Agachados: Gerson, Claudiomir, Belmonte, Adilson Heleno e Gilson. - Acervo Airton Florência/ND
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    Equipe do Avaí no ano de 1981, antes da realização de um clássico no saudoso estádio Adolfo Konder. Em pé: Marinho, Tião, Zé Carlos, Djalma, Luiz Henrique e Silva. Agachados: Baianinho, Bira Lopes, Vargas, Caco e Alves. - Acervo e Colorização, Zuzarte/ND
    Equipe do Avaí no ano de 1981, antes da realização de um clássico no saudoso estádio Adolfo Konder. Em pé: Marinho, Tião, Zé Carlos, Djalma, Luiz Henrique e Silva. Agachados: Baianinho, Bira Lopes, Vargas, Caco e Alves. - Acervo e Colorização, Zuzarte/ND
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    Na foto, um jogo do Avaí pelo estadual de 1980, no saudoso estádio Adolfo Konder, onde fica atualmente o Shopping Beira Mar, no Centro da capital. O espaço careca onde o goleiro atuava seria inimaginável nos belos gramados de hoje da Ressacada e do Orlando Scarpelli. Os eucaliptos atrás das traves eram uma característica do saudoso estádio. Futebol raiz. - Acervo Adalberto Klüser/ND
    Na foto, um jogo do Avaí pelo estadual de 1980, no saudoso estádio Adolfo Konder, onde fica atualmente o Shopping Beira Mar, no Centro da capital. O espaço careca onde o goleiro atuava seria inimaginável nos belos gramados de hoje da Ressacada e do Orlando Scarpelli. Os eucaliptos atrás das traves eram uma característica do saudoso estádio. Futebol raiz. - Acervo Adalberto Klüser/ND
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    Torcedor do Avaí bateu o recorde da temporada na Ressacada - Fabiano Rateke/Avaí FC/Divulgação/ND
    Torcedor do Avaí bateu o recorde da temporada na Ressacada - Fabiano Rateke/Avaí FC/Divulgação/ND