Parabéns, Leão! Avaí completa 98 anos de histórias e glórias no futebol de SC

Leão da Ilha completa mais um ano de vida da sua história quase centenária mirando a consolidação dentro do cenário nacional do futebol brasileiro

Foto de Ian Sell

Ian Sell Florianópolis

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O Avaí completa 98 anos de histórias e glórias no futebol de Santa Catarina nesta quarta-feira (1º). Embalado pelo “mantra” “esse Avaí faz ‘côza’”, o torcedor Azurra se orgulha pelos inúmeros momentos felizes com o time neste quase um século de existência e confia em dias melhores.

Estádio da Ressacada, em Florianópolis – Foto: Leandro Boeira/Avaí FC/divulgaçãoEstádio da Ressacada, em Florianópolis – Foto: Leandro Boeira/Avaí FC/divulgação

Como não poderia ser diferente, a equipe do ND+ também deixa sua homenagem ao Leão da Ilha.

Originado no campo do Baú, bairro da Pedra Grande – atualmente Agronômica -, em Florianópolis, passando pelo extinto estádio Adolfo Konder até a Ressacada, no Sul da Ilha de Santa Catarina é quase um século de muito amor e muita história a ser contada.

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Ainda em números que estão sendo vasculhados e a todo instante atualizados, de acordo com o historiador e presidente do Conselho Deliberativo do clube, Spyros Diamantaras, são mais de 4.300 jogos além de quase 6.800 gols marcados nestes 98 anos de existência.

Mesmo que os tempos não sejam os mais favoráveis, uma vez que o clube convive com problemas extracampo, como atrasos salariais, o Leão luta mais uma vez pelo acesso a principal divisão do futebol brasileiro. Foram três (2014, 2016 e 2018) nos últimos sete anos, além do objetivo claro de se consolidar entre as 20 principais equipes do cenário nacional.

O dia, no entanto, é de esquecer os problemas e celebrar mais um ano de vida do maior campeão do Estado, junto com o rival Figueirense com 18 títulos. Para isso, o ND+ separou depoimentos de torcedores que vivem, respiram e amam o clube, contando o que o Avaí significa para cada um e o jogo mais marcante que já presenciou.

Jogadores comemoram gol com torcedores em uma Ressacada lotada, imagem que deixou de ser vista em tempos pandêmicos – Foto: Frederico Tadeu/Avaí FCJogadores comemoram gol com torcedores em uma Ressacada lotada, imagem que deixou de ser vista em tempos pandêmicos – Foto: Frederico Tadeu/Avaí FC

Confira:

O torcedor André Luiz Stahnke, de 35 anos, e sócio do setor D do estádio da Ressacada, diz que o amor pelo clube veio de família.

“Como todo jovem nascido na década de 1980/1990, o Avaí no início era meu segundo time. Meu pai me ensinou a amar o Avaí, apesar do nosso primeiro time ser diferente um do outro, mas o Avaí sempre foi unanimidade na família”, conta.

“Em 1998 tudo mudou. Com o acesso para a Série B, e a inclusão do Avaí entre os 40/50 melhores clubes do Brasil, o amor pelo Avaí, aos poucos foi transbordando e ocupando o lugar, que antes havia outro clube”, relata o torcedor.

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Já para o contador e torcedor do clube, Fábio Minatto, de 26 anos, o amor pelo Avaí surgiu por influência do tenista Gustavo Kuerten.

“Na época que eu estava na escola casou de ser o momento que o Guga estava no auge. Ele sempre mencionava o Avaí ou estava com a camiseta, além de ser manezinho, como eu. Então ele exerceu essa influência. Perceber que um campeão de tênis era da mesma cidade que eu e torcia pelo Avaí foi um ‘empurrãozinho’, já que sempre gostei de futebol”, conta.

“Sempre representou um sentimento de pertencimento muito grande [amor pelo clube]. Algo indescritível é quando tu estás no estádio com um monte de gente que não conhecemos, mas unidos pela mesma causa”, lembra Minatto.

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O torcedor Luan Gilberto da Silva, de 25 anos, relata que é difícil não se emocionar ao falar do clube do coração e que o amor pelo Leão é “herança de família”.

“O Avaí é o time da nossa terra, que representa a gente e nos traz muito orgulho. É o principal motivo de fazer a gente gostar de futebol, além ver os ídolos de perto no estádio. Sou torcedor do clube, literalmente, desde que nasci por influência dos meus pais”, comenta.

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O sócio-torcedor do clube, Vinícius Serafin Bello, é mais uma que não esconde a emoção ao falar do clube. Ele conta que a paixão pelo Avaí passou de pai para filho e que seguia o clube, em um momento onde os estádios estavam abertos ao público, por todo o país.

“Sou sócio-torcedor desde 2007 e, nesse período, inúmeras foram as oportunidades de seguir o Avaí. Além das diversas viagens pelo interior de Santa Catarina, segui o Avaí também em Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro e Goiânia”, afirma.

“O Avaí, para mim, é um estilo de vida. É aguardar ansiosamente durante toda a semana pelo jogo do Leão e o famoso churrasco nos arredores da Ressacada, oportunidade de encontrar os inúmeros amigos que o Avaí me deu”, completa.

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“O Avaí representa parte do que sou, é um estilo de vida, um jeito de me conectar com a cidade, com as coisas da Ilha, com amigos e comigo mesmo”, conta o torcedor, sócio e conselheiro do clube, Rafael Xavier dos Passos.

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“O Avaí representa uma grande paixão e, para mim, ser avaiano, torcer pelo time da minha terra, é parte importante da minha identidade como florianopolitano e catarinense”, afirma o torcedor Felipe Silva.

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