Paulo Baier errou, estimulou a violência. E no fim prejudicou a sua própria equipe.

O bom treinador do Próspera errou ao invadir o campo para tentar satisfação com um atleta do Avaí no final da partida. Estimulou a violência. E não é esse o papel de um líder.

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Quem acompanha os comentários aqui na coluna, leu elogios para o time do Próspera. De que o time de Criciúma tem o uniforme mais bonito no estadual e de que o “time da raça” é a grande sensação da competição. Mas nem por isso devo omitir a opinião de que o bom treinador Paulo Baier errou ao invadir o gramado após a derrota do seu time para o Avaí no último domingo (26). Não é esse o papel de um líder em campo. A atitude impensada do jovem e bom treinador, assim como foi quando era atleta, no final das contas prejudicou apenas a sua equipe que volta encarar o Avaí na próxima quarta com vários desfalques. Incluindo o próprio treinador expulso pelo fraco árbitro da partida, Diego Cidral que não coibiu a violência, principalmente na segunda etapa. Assunto para outra postagem.

Paulo Baier, personagem central da invasão no gramado após derrota da sua equipe para o Avaí. – Foto: Lucas Colombo/EC PrósperaPaulo Baier, personagem central da invasão no gramado após derrota da sua equipe para o Avaí. – Foto: Lucas Colombo/EC Próspera

 Na coletiva, Paulo Baier tentou justificar que o zagueiro Alemão, do Avaí, teria chamado o Próspera “de timinho”.  Mesmo que o Alemão tivesse cometido essa atitude incorreta e antidesportiva, nada invalida a entrada de um treinador no gramado, inflamando os seus jogadores para a agressão. Não podemos relativizar a violência. A imagem de um treinador, é exatamente o contrário disso. Paulo Baier deveria entrar para apaziguar, separar os seus atletas da confusão. O “highlander do futebol brasileiro” sabe que errou. E que o maior prejudicado foi o time do Próspera.