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Reforço do Avaí, Paolo Guerrero teve que superar estranho e cruel rival: a Ptesiofobia

Artilheiro sofreu a perda do tio no trágico acidente de avião que matou a delegação do Alianza e chocou o futebol sul-americano

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Paolo Guerrero vai entrar em campo neste Campeonato Brasileiro pelo Avaí. Ao longo de sua carreira o atacante peruano acumula gols e boas atuações. Mas para chegar ao estágio atual teve que passar por desafios. Um deles é a Ptesiofobia, medo de viajar de avião. Uma situação que o artilheiro teve que superar em vários momentos de sua carreira. Talvez essa fobia tenha sido o mais estranho rival que o peruano enfrentou em seus anos de futebol.

Guerrero correu muito para superar medo de avião – Foto: Ricardo Duarte/Inter/DivulgaçãoGuerrero correu muito para superar medo de avião – Foto: Ricardo Duarte/Inter/Divulgação

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A fobia de Guerrero não é obra do acaso. Muito pelo contrário. Em 1987 ele perdeu um de seus familiares mais queridos: José González Ganoza. Seu tio era jogador de futebol da seleção peruana e foi uma das vítimas do acidente aéreo que matou a delegação do Alianza Lima e chocou o futebol sul-americano.

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Guerrero nunca lidou bem com a perda do tio e passou a detestar viajar de avião. O sentimento virou fobia e começou a prejudicar o craque nos tempos no futebol alemão. Chegou a perder voos. Assim passou a ser chamado pela imprensa alemã de “Sargento B.A”. Tratava-se de uma comparação com o famoso personagem da série ‘Esquadrão Classe A’, sucesso de público dos anos 80. O personagem, interpretado pelo ator Mr. T, era corajoso, mas tinha medo de voar.

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Em 2010, Marinus Bester, diretor de futebol do Hamburgo, revelou ao jornal “Hamburger Abendblatt” que o artilheiro chegou a perder voos e inclusive sofrer prejuízos por conta de um tratamento. Um ano depois, Michael Oenning, que treinava o Hamburgo, justificou uma lesão do atleta usando como motivo um voo para a Suíça. Sob a tensão do avião, o peruano teve que forçar a musculatura e lesionou a perna esquerda.

Guerrero venceu o medo para ser campeão mundial

Paolo Guerrero no vestiário do estádio da Ressacada – Foto: Reprodução/InternetPaolo Guerrero no vestiário do estádio da Ressacada – Foto: Reprodução/Internet

O assunto voltou à tona em 2012, quando o Corinthians viajou para o Japão para disputar a final do Mundial de Clubes. O peruano teve que fazer uma preparação psicológica para suportar as 24 horas de voo até o país asiático.

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Guerrero conseguiu superar o medo e viajou sem maiores problemas. Assim conseguiu viver um dos momentos mais mágicos de sua carreira: marcou o gol do título do Mundial na vitória de 1 a 0 sobre os ingleses do Chelsea. Além disso mostrou ao mundo, ao cabecear aquela bola, que tinha vencido seu mais estranho e cruel rival: a Ptesiofobia.

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