Gabigol, do Flamengo, foi levado à delegacia na madrugada deste domingo (14) por estar com mais de 200 pessoas em um cassino clandestino, em São Paulo. O funkeiro MC Gui também foi flagrado no local.
Gabigol estava no cassino e foi um dos participantes flagrados na ação pela polícia – Foto: R7/Divulgação/Polícia de SPO atacante estava de folga e tinha reapresentação marcada para a próxima segunda-feira (15). Em entrevista à Bandeirantes, um dos policiais que atendeu a ocorrência, relatou o ocorrido.
O delegado Nico conta que tanto o atleta, quanto Mc Gui, se esforçaram para não serem reconhecidos.
Seguir“Tentaram se esconder com panos na cabeça e ficaram atrás de moças e cadeiras no camarote de luxo. Eles estavam de máscara, ao menos na hora da abordagem da polícia, mas queriam passar batido”, disse.
De acordo com o deputado Alexandre Frota, que estava no local no momento da operação policial, o jogador teria tentado se esconder embaixo de uma mesa. O delegado Nico contou também que, ao ser abordado, Gabriel teria usado um tom arrogante.
Essa Madrugada a Força Tarefa esteve em uma festa clandestina dentro de um Cassino acreditem . E novamente diversos problemas e descaso com a Pandemia ,além do jogo ser proibido ,foi uma surpresa o que encontramos no local . @Policia_Civil @PMESP @mpsp_oficial @governosp pic.twitter.com/mOMXS3GOn4
— Alexandre Frota 77 (@77_frota) March 14, 2021
“Ele falava com os policias com um ar de superioridade. Chegou a dizer para o delegado que trabalha comigo que nós que causamos o tumulto. Ele trata o pessoal com um pouco de arrogância. Ele pode ser o Gabigol ou quem for. Ele foi conduzido”, relatou.
Alexandre Frota também contou que, além de Gabigol e Mc Gui, Rafael Vanucci estava no local. Os três tentaram se esconder embaixo da mesa, num andar superior do local, onde ficam os camarotes, por cerca de 40 minutos.
O atacante deixou o local com um pano na cabeça e usando máscara. Até às 4h30, ainda estava detido na delegacia.
O delegado Eduardo Brotero, que estava no local, também fez declarações sobre o ocorrido, em entrevista à Globo News. Ele conta como foi realizada a operação e como a polícia ficou sabendo do evento.
“Tivemos a informação de que no lugar haveria uma festa clandestina com aglomeração, que é o que combatemos. Ao chegarmos no local, para a nossa surpresa, não se tratava de uma festa clandestina, e sim de um cassino clandestino. Na verdade bastante grande. Com diversas pessoas aglomeradas, se expondo ao contágio novamente”.
A polícia levou todos os presentes para a delegacia, mas o delegado afirma que todos foram prontamente liberados para não gerar uma nova aglomeração.
Polícia descobre cassino clandestino na zona sul de SP com 200 pessoas em meio à pandemia – Foto: R7/Divulgação/Polícia de SPSegundo apuração do Globo News, o atacante assinou um termo de TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência), que substitui a prisão em flagrante pelo compromisso de comparecimento em todos os atos judiciais que for requisitado.
Com isso, cabe ao Ministério Público a decisão de processar Gabriel e os outros envolvidos.
O atacante pode ser processado pelo crime previsto no artigo 268 do Código Penal, por desrespeitar as ordens do Estado em relação ao combate a propagação de doenças contagiosas e pelo crime de estar envolvido com jogos de azar, que são ilegais no Brasil.