Durante o lançamento da campanha “Itajaí sem Racismo” na última quarta-feira (1), o Marcílio Dias marcou presença presenteando o rei Tchongolola Tchongonga Eluikui VI, chefe do maior grupo étnico da Angola, com uma camiseta oficial do clube.
Rei de Angola visita Itajaí e recebe manto do Marinheiro – Foto: Marcos PortoAlém do manto, Tchongolola recebeu um livro “História do Clube Náutico Marcílio Dias” das mãos do diretor de Memória e Cultura de Itajaí, Fernando Alécio.
Recebido os presentes, o rei ainda destacou o esporte como ferramenta de união e quebra de preconceitos.
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Nascido em 1983, Tchongolola Tchongonga Ekuikui VI se tornou, aos 40 anos, o 37º soberano do reino subnacional do Bailundo, localizado na região central de Angola.
Rei angolano participará da abertura do evento – Foto: Prefeitura de Itajaí/Reprodução/NDO rei foi coroado aos 37 anos por pertencer à linhagem de Ekuikui, sendo o primeiro neto legítimo de descendência por linha materna do falecido Rei Augusto Katchitiopololo (rei Ekuikui IV).
Além de ser formado em Direito, o monarca fala quatro idiomas: o Umbundu, idioma oficial do Reino do Bailundo, além da língua francesa, portuguesa e inglesa.
Angola tem um regime presidencialista e é dividido em cinco reinos independentes. O rei não tem poder de chefe de estado, mas influencia sobre as tradições culturais do país.
Tchongolola é um líder respeitado e admirado, sendo considerado um símbolo de resistência e de luta pela liberdade e justiça.
A presença dele no Brasil é uma oportunidade de celebrar a cultura e a história africanas, e de promover a reflexão sobre a importância da diversidade e da inclusão.