Renato Gaúcho, apesar da fama de “malandro carioca” é um estudioso do futebol com uma carreira sólida e vencedora. – Foto: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPARENATO GAÚCHO, O FALSO MALANDRO
O treinador Renato Gaúcho é um falso malandro. Não se iludam com a imagem que o próprio senhor Portaluppi gosta de vender: daquele cara que passa o dia inteiro na praia tomando água de coco e jogando futevôlei. Romário era assim também, lembram? Mas quando entrava no gramado, derrubava defesas inteiras com explosão, velocidade e uma incrível capacidade de boa colocação dentro área. Renato, quando era atleta, também entrava no gramado com cara de sono e de preguiça, mas quando a bola colava nos seus pés, era capaz de desmontar a defesa inteira de gigantes do Hamburgo, como fez na final do mundial de clubes, em 1983 com a camisa do Grêmio. Ou furar o sistema defensivo do Atlético Mineiro com a camisa do Flamengo, na semifinal de um brasileiro. Até gol de barriga Renato marcou. Estava ali, na área, quietinho, com cara de paisagem e quando a bola veio, pimba: título estadual para o Fluminense. Romário optou pela política, virou Senador. Renato Gaúcho preferiu continuar no futebol. “Se ele próprio não dá o exemplo da disciplina, como vai cobrar dos seus atletas”, era o questionamento no início da sua trajetória como técnico pelo Madureira, em 1996. Só esqueceram um detalhe. Renato Gaúcho ama o futebol, vive o futebol e entende de futebol. Aplica a psicologia do boleiro com máxima eficiência. E os resultados favoráveis, e os títulos vão surgindo na sua carreira vitoriosa. Não se iludam com a postura e imagem do Renato afinal, “malandro é o cavalo marinho, que finge que é peixe para não puxar a carroça”.