O repórter Rangel Agnolin, da Mais Sports/Rádio Oeste Capital, relatou que torcedores do CRB imitaram aviões após o jogo contra a Chapecoense, na noite da última terça-feira (4), em alusão à tragédia aérea de 2016. Rangel é irmão de Renan Agnolin, um dos jornalistas que perderam a vida no episódio de Medellín.
Rangel também expôs o fato em suas redes sociais. “Não podemos deixar essas situações caírem em uma normalidade”, disse. Confira abaixo:
SeguirNos últimos dias, vivemos momentos conturbados e de muitas ofensas. Não podemos deixar essas situações caírem em uma normalidade. A crueldade humana, em qualquer esfera, tem que ser repudiada.
— Rangel Agnolin (@rangelreporter) October 5, 2022
A tragédia está perto de completar seis anos, mas ainda é uma ferida aberta em Chapecó. Principalmente para os familiares das vítimas, caso do Rangel. Ouvir este tipo de relato causa um embrulho no estômago. É baixo, é vil, é a demonstração de total falta de empatia.
Não é a primeira vez, embora devesse ser a última. Em Criciúma, menos de um ano depois da tragédia, torcedores entoaram o cântico “ão ão ão abastece o avião”. A aeronave da Lamia caiu por conta da falta de combustível necessário para chegar ao aeroporto de destino.
Um torcedor do Nacional-URU foi expulso do quadro social do clube quando imitou um avião em jogo da Chape na Libertadores de 2018.
Também na Arena Condá, em 2019, torcedores do Figueirense repetiram a imitação de avião e fizeram gestos em alusão à queda do avião.
Racismo, homofobia, xenofobia e falta de empatia não cabem mais nas arquibancadas dos estádios. Enquanto não houver punição rigorosa, seguirão atingindo pessoas que, na maior parte das vezes, estão fazendo seu trabalho. Caso do Rangel.
Renan Agnolin, irmão de Rangel, era repórter da mesma Rádio Oeste Capital — Foto: Arquivo Pessoal