A conceituada revista de futebol FourFourTwo causou polêmica nesta semana ao divulgar uma lista com os 100 melhores jogadores de todos os tempos e deixar Pelé fora do top 3.
Pelé ficou fora do top 3 na lista de melhores jogadores da história – Foto: Arquivo/FifaEm sua eleição pessoal, a revista elegeu Lionel Messi como o maior futebolista de todos os tempos. Ele é seguido pelo compatriota Diego Maradona. O astro português Cristiano Ronaldo aparece na terceira posição.
Pelé, por sua vez, aparece apenas na quarta posição, apesar de ter sido tricampeão do mundo em 1958, 1962 e 1970. A situação acabou revoltando fãs brasileiros, questionando como poderia haver três jogadores na frente do rei.
SeguirOutra ausência sentida foi a de Ronaldo Fenômeno. O eterno camisa 9 brasileiro aparece apenas na décima posição, atrás de nomes como Zinedine Zidane, Cruiff, Best, Beckenbauer e Puskas.
“Os livros de história vão elogiar Messi, mas suas limitações vão lhe fazer um desserviço. Em 20 anos, os jovens fãs de futebol vão ler sobre uma figura messiânica cujo brilho surpreendeu o mundo, quebrou uma ladainha de recordes e iniciou uma era de domínio”, trouxe a revista sobre Messi.
“A quantidade de seus gols empalidece em comparação com sua beleza. O gol do mês pode nem chegar ao seu top 20, seja uma corrida solo, uma cobrança de falta, uma jogada atrevida, uma finalização de tacada de golfe ou um míssil estrondoso”, completa.
Qual o critério para deixar Pelé de fora?
A FourFourTwo, no entanto, não revelou os critérios adotados na eleição, fazendo apenas breves resumos das carreiras de cada jogador na lista.
Pelé foi definido como o jogador mais jovem a disputar uma Copa do Mundo. Além disso, foi citado também que o camisa 10 “parou uma guerra”.
Pelé conquistou seis títulos nacionais pelo Santos (Foto: AFP/CAIO LEAL) – Foto: AFP/CAIO LEAL / ND“Aos 17 anos, em 1958, Pelé se tornou o jogador mais jovem a disputar uma final de Copa do Mundo. Ele marcou seis vezes na Suécia, incluindo um hat-trick na semifinal e mais dois na final. Era para ser o primeiro dos três troféus da Copa do Mundo que ele trouxe para casa como uma resposta às lágrimas que ele viu escorrendo pelo rosto de seu pai”, escreveu a revista.
“Sua contribuição em 1962 foi minimizada por lesão, enquanto as faltas persistentes nele em 1966 o fizeram jurar que seria sua última Copa do Mundo. Ele se convenceu a voltar para um quarto torneio em 1970 e fez parte de um dos melhores ataques já compilados – ao lado de Tostão, Jairzinho, Rivellino, Clodoaldo e Gerson. Enquanto Jairzinho foi o artilheiro, Pelé somou mais quatro gols na Copa do Mundo”, ressaltou a FourFourTwo.