Robinho pode cumprir pena no Brasil por estupro coletivo após decisão do STJ

Em fevereiro deste ano, o governo da Itália pediu a homologação da decisão judicial, o que tornaria possível que Robinho cumprisse a pena em solo brasileiro

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Redação ND Florianópolis

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O STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou nesta terça-feira (16) o requerimento da defesa de Robinho que pedia a tradução na íntegra do processo que o condenou a nove anos de prisão por estupro coletivo na Itália. Com a decisão, o ex-jogador corre o risco de cumprir a pena no Brasil.

Robinho pode cumprir pena no Brasil por estupro coletivo após decisão do STJAdvogados de defesa alegavam que Robinho só poderia se defender plenamente com o envio do documento na íntegra e traduzido da Justiça italiana – Foto :Santos/Divulgação/ ND

As informações são do Portal R7. O recurso foi apresentado contra a decisão monocrática do relator, o ministro Francisco Falcão, que havia negado o pedido. Os advogados de defesa alegavam que Robinho só poderia se defender plenamente com o envio do documento na íntegra e traduzido da Justiça italiana.

Os 15 ministros do STJ votaram nesta terça, de forma unânime, contra o pedido da defesa de Robinho.

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Em fevereiro deste ano, o governo da Itália pediu a homologação da decisão judicial, o que tornaria possível que Robinho cumprisse a pena em solo brasileiro. O STJ agora se reunirá para decidir se homologará a sentença estrangeira.

Com a derrota imposta à defesa de Robinho, os advogados do ex-jogador agora terão que apresentar por escrito seus argumentos acerca do pedido da Justiça italiana para que ele cumpra a pena de nove anos por estupro no Brasil.

Além disso, o Ministério Público deverá ser ouvido novamente antes que o colegiado agende uma nova data para o julgamento.

Robinho foi condenado por estupro coletivo

Segundo a Justiça italiana, Robinho fez parte de um estupro coletivo contra uma mulher albanesa em 2013.

Na época, o jogador defendia o Milan, clube da elite italiana. Ele foi julgado em três instâncias no país, e a sentença, transitada em julgado. A condenação é definitiva, e não há mais recursos possíveis.

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