A bola vai rolar nesta quinta-feira pelas Eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2026. Mas a Seleção Brasileira só vai estrear nesta sexta-feira, quando recebe a Bolívia na Arena Mangueirão, em Belém (PA). Desde que o torneio passou a ser disputado no sistema de pontos corridos o Brasil costuma se dar bem. Entretanto já passou alguns sustos.
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Apenas em 1998, depois de alguns problemas no torneio anterior, que a Conmebol decidiu optar pelo sistema de pontos corridos. Ao todo os dez participantes se enfrentando no sistema de pontos corridos, em turno e returno. Ao fim de desgastantes 18 rodadas, os quatro primeiros se classificavam. Para este ano o continente ganhou seis vagas por conta do aumento do número de participantes na Copa do Mundo, que passa de 32 para 48 seleções em 2026.
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Vamos relembrar as campanhas:
O Brasil nas Eliminatórias dos pontos corridos
2002 – Na rodada final
Felipão classificou a Seleção Brasileira – Foto: AFPO Brasil viveu grandes sustos na edição de 2002. A Seleção Brasileira não tinha disputado as Eliminatórias de 1998, a primeira dos pontos corridos, porque tinha sido tetra nos Estados Unidos, em 1994. Naquela época o então campeão se classificava automaticamente.
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Vanderlei Luxemburgo teve a missão de dirigir o time. Mas envolvido em acusações de abuso sexual, com o nome da CPI do Futebol e após o fracasso nas Olimpíadas de Sidney, acabou dispensado. O Brasil penava quando Emerson Leão assumiu o posto. Caiu pouco depois, quando foi traído pela CBF e viu os canarinhos fracassarem na Copa das Confederações.
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Sob o comando de Luiz Felipe Scolari, o Brasil penou até a rodada final. Se classificou com uma vitória sobre a Venezuela por 3 a 0. Foram ao todo no torneio nove vitórias, três empates e seis derrotas. Ninguém acreditaria que aquele time, um ano depois, seria pentacampeão mundial.
2006 – O gestor de talentos
Parreira era gestor de talentos – Foto: Reprodução/CBF/NDCarlos Alberto Parreira foi o comandante do ciclo que terminaria com a eliminação para a França nas quartas de final da Copa do Mundo da Alemanha. Mas nas Eliminatórias o Brasil não teve dramas. Tanto que terminou o torneio na liderança empatada com a Argentina com 34 pontos.
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Ao longo do torneio foi surgindo o chamado quarteo mágico com Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo e Adriano. Ainda tinha Robinho e Fred no banco. Foram 18 jogos e nove vitórias, sete empates e duas derrotas. Além de ter tido um incrível saldo de gols de 18 tentos positivos.
– Sou mais um gestor de talentos do que um treinador – disse Parreira na época.
2010 – A nova Era Dunga
Dunga foi bem nas Eliminatórias – Foto: (Foto: Bruno de Lima/ LANCE!Press)Capitão do título de 1994, Dunga virou o treinador que culminaria na eliminação para a Holanda nas quartas de final da Copa do Mundo da África do Sul. O treinador encontrou uma fórmula leve de o time jogar que rendeu frutos.
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Com Kaká como grande estrela e Robinho e Luis Fabiano infernizando as defesas rivais, o Brasil ficou em primeiro lugar com 34 pontos. Foram nove vitórias, sete empates e apenas duas derrotas.
2018 – Fantasma alemão
Seleção Brasileira e a Era Tite: início em 2016 – Foto: Lucas Figueiredo/CBF/NDO Brasil, classificado para a Copa do Mundo de 2014 por ser a sede, não participou das Eliminatórias daquele ano, voltando na edição de 2018. O ciclo daquele ano começou com Dunga, que teria a missão de afastar o fantasma dos 7 a 1 nas semifinais de 2014.
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Nas Eliminatórias Dunga não foi mal, mas a pressão pela perda de duas Copas Américas geraram a queda. Assim Tite assumiu para levar de forma bem tranquila até o fim. Nos 18 jogos, 12 vitórias, cinco empates e apenas uma derrota em toda a competição garantiram o primeiro lugar.
Apesar da boa campanha, o Brasil caiu nas quartas de final da Copa do Mundo para a Bélgica: derrota de 2 a 1.
2022 – Brasil sobrou
Seleção Brasileira brilhou nas Eliminatórias de 2022 – Foto: Lucas Figueiredo/CBFTite foi mantido para o ciclo do Catar de 2022. E nas Eliminatórias o Brasil não teve problemas. Foram fantásticos 45 pontos em 17 jogos, tendo 14 vitórias, 3 empates e nenhuma derrota, além de ter tido um saldo de 35 gols positivos.
Apesar disso o cenário se repetiu para a Seleção Brasileira: eliminação nas quartas de final. Dessa vez nos pênaltis para a Croácia.