Ele voltou. Velho conhecido e querido da torcida, Sérgio Ramirez foi anunciado pelo JEC como o novo gerente de futebol do time. A apresentação oficial deve acontecer na segunda-feira (8), mas a repercussão já começou e “acalmou” a torcida após o anúncio oficial de Paulo Massaro como novo técnico. Se o nome do comandante desagradou a torcida, a volta de Ramirez pareceu um oásis no meio do deserto para o torcedor.
Sérgio Ramirez volta ao JEC após seis anos para assumir a gerência de futebol – Foto: Arquivo/Carlos Jr./NDFigura quase mística entre a torcida, o uruguaio chega para sua quarta passagem pelo Tricolor, a primeira na gerência de futebol. Entre 2006 e 2010, comandou o time duas vezes e entre 2013 e 2015 assumiu a coordenação técnica.
Ramirez chega ao Joinville em uma situação delicada, semelhante ao que ele encontrou quando era técnico. Um time sem divisão nacional, endividado e com a torcida, mais uma vez, machucada e muito desconfiada do que se faz nos bastidores. O uruguaio também vai encontrar um perfil muito diferente do que sua geração está acostumada.
SeguirAo seu lado no dia a dia, terá um técnico jovem, em início de carreira e muito contestado pela torcida desde o momento em que o jornalista Jean Faísca antecipou a informação de sua chegada. Além disso, Ramirez também trabalhará ao lado de Leo Roesler, diretor de futebol igualmente jovem e que tem como premissa a continuidade do trabalho e o dinamismo de técnicos e jogadores.
As personalidades e maneiras de trabalho são diferentes, Ramirez é o famoso “cascudo”, passional como cansou de mostrar à beira do gramado e é aí que está a grande equação que o JEC precisa resolver. E não terá tempo para tentar fórmulas. Em pouco mais de dois meses o Campeonato Catarinense inicia e o Tricolor não tem outra opção que não seja uma ótima campanha.
Até lá, muito trabalho precisa ser feito fora de campo por Roesler e Ramirez. Apenas 11 jogadores têm contrato para o ano que vem e, destes, nem todos devem ficar por aqui, para disputar apenas um campeonato, que é aquilo que o JEC tem para “oferecer”. A montagem do elenco é urgente e começa com as chegadas de Massaro e Ramirez.
Mas, ainda antes disso, os papéis precisam ficar definidos. A diretoria negava a chegada de um gerente de futebol, mudou de ideia após os resultados, após as repercussões e traz a experiência do uruguaio, que passou pelo gramado e pela coordenação e conhece as estruturas do JEC, mas não conhece a forma de trabalho atual.
Antes de tudo, o Tricolor precisa fazer com que cada um entenda seu papel e, a partir daí, precisa fazer a balança estar em equilíbrio. A racionalidade, o dinamismo, a juventude, a experiência e a paixão, os três precisam fazer o tripé igualitário e colocar assertividade em cada uma das contratações, colocando nas mãos de Massaro a responsabilidade de reverter seus números e virar o jogo, no seu retrospecto e no do JEC.
A equação é fácil? Longe disso. Nada que o Tricolor tem pela frente é fácil. Mas, os três precisam fazer funcionar.