STJD vai suspender oito jogadores investigados na Operação Penalidade Máxima

Superior Tribunal de Justiça Desportiva deve confirmar, a qualquer momento, a suspensão de oito jogadores investigados na Operação Penalidade Máxima, que apura manipulação de resultados no Brasil

Foto de Diogo de Souza

Diogo de Souza Florianópolis

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O STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) está prestes a confirmar a suspensão preventiva de, pelo menos, oito jogadores envolvidos nas investigações do MP-GO (Ministério Público de Goiás) que apuram manipulações de resultados.

Operação penalidade máximaOtávio Noronha é o presidente do STJD; operação Penalidade Máxima é o grande escândalo do futebol brasileiro em 2023 – Foto: STJD/Divulgação/ND

A reportagem do Arena ND+ esteve em contato com o STJD, na manhã desta quarta-feira, e levantou que a informação ainda não está oficializada, mas a suspensão dos atletas deve ser consolidada a qualquer momento.

Os jogadores que deverão ser suspensos pelo STJD, inicialmente, são os seguintes:

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  • Eduardo Bauermann – Santos
  • Moraes – (ex-Juventude)
  • Gabriel Tota – Ypiranga-RS (ex-Juventude)
  • Paulo Miranda – Náutico (ex-Juventude)
  • Igor Cariús – Sport Recife
  • Matheus Gomes – ex-Sergipe
  • Fernando Neto – São Bernardo (ex-Operário)
  • Kevin Lomónaco – Red Bull Bragantino

Denúncia da procuradoria

A procuradoria do STJD oficializou a denúncia na última segunda-feira (15) e, nesta terça-feira, o presidente Otávio Noronha acabou acatando. É importante lembrar que a suspensão do tribunal, inicialmente, se estende por 30 dias.

Otávio Noronha é o presidente do STJD; operação Penalidade Máxima é o grande escândalo do futebol brasileiro em 2023 – Foto: STJD/Divulgação/NDOtávio Noronha é o presidente do STJD; operação Penalidade Máxima é o grande escândalo do futebol brasileiro em 2023 – Foto: STJD/Divulgação/ND

Como a suspensão ainda não foi oficializada, os atletas, em tese, têm condições de jogo pelas suas respectivas equipes. Os atletas irão a julgamento que pode render suspensão de 720 dias, além de uma multa de R$ 100 mil.

Operação Penalidade Máxima

A investigação iniciada pelo Ministério Público de Goiás, nomeada de Operação Penalidade Máxima, listou pelo menos 13 partidas com suspeita de esquema de manipulação. Segundo o site do órgão, oito jogos seriam da Série A do Campeonato Brasileiro de 2022, além de um da Série B e quatro em estaduais neste ano.

Segundo o MP-GO, entre os lances estariam levar um cartão amarelo, cometer um pênalti e até ser expulso, por exemplo. Para isso, aliciadores faziam propostas e pagavam aos atletas quantias em dinheiro, às vezes passando de R$ 100 mil. Bruno Lopez, um dos apostadores detido na primeira fase da operação, seria o líder do esquema.

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