Técnico de investigado em esquema de fraude de resultados espera punição para culpados

Bruno Pivetti, atualmente na Chapecoense, comentou a polêmica na véspera do jogo contra o Joinville, que pode colocar a Chapecoense na liderança do estadual

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O técnico Bruno Pivetti, atualmente na Chapecoense, comentou o possível envolvimento de um de seus jogadores em um caso de manipulação de resultados na Série B do Campeonato Brasileiro do ano passado.

Bruno Pivetti é técnico da Chapecoense – Foto: Tiago Meneghini/Chapecoense/NDBruno Pivetti é técnico da Chapecoense – Foto: Tiago Meneghini/Chapecoense/ND

Joseph, defensor do Tombense, então clube de Pivetti, é investigado por um pênalti cometido na última rodada da competição, em partida contra o Criciúma.

“O futebol é sagrado para mim. Dele tiro sustento da minha família. De acordo com meus princípios, isso é algo inconcebível. Entrego às autoridades competentes, espero que isso seja investigado, julgado e se tenha punição aos culpados para garantir a lisura da modalidade que tanto apreciamos e também evitar que novos casos aconteçam”, disse o treinador.

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Na véspera do jogo contra o Joinville, que pode colocar a Chapecoense na liderança do estadual, Pivetti reforçou a concentração para o duelo. “Agora estou focado 100% na Chapecoense, temos dois jogos difíceis em sequência. Primeiro desafio contra o Joinville e sabemos o que essa partida representa, estamos nos preparando da melhor maneira possível.”

Entenda o caso

A operação “Penalidade Máxima” aconteceu ao longo da última terça-feira (14) e buscou provas de uma associação criminosa envolvida na manipulação. O objetivo do esquema seria viabilizar as apostas em valores elevados. Para isso, alguns atletas receberiam parte dos ganhos, em caso de êxito. A estimativa é que cada suspeito recebeu cerca de R$ 150 mil por aposta.

Entre as práticas, está a aposta em pênaltis cometidos no primeiro tempo dos jogos. Assim como existem elementos que o grupo participou de, no mínimo, três jogos da Série B de 2022 com esquema que pode passar dos R$ 600 mil.

Além do jogo entre Tombense e Criciúma, a investigação abrange ainda atuação nos confrontos entre Vila Nova e Sport, e Sampaio Correa e Londrina.

Os mandados de busca e apreensão foram realizados em Goiânia (GO), São João Del Rei (MG), Cuiabá (MT), São Paulo (SP), São Bernardo do Campo (SP) e Porciúncula (RJ).

Por meio de nota, o Tombense, ex-clube do técnico Bruno Pivetti, informou que “recebeu com surpresa e indignação a notícia de que um de seus atletas poderia estar envolvido em esquema de manipulação”. Além disso, afirma que afastou o atleta investigado das suas atividades e se colocou à disposição das autoridades para auxiliar no que for necessário.