Em duelo recheado de muita história recente no futebol catarinense, a Chapecoense bateu o Avaí por 2 a 0 na noite desta quarta-feira (8) e se aproximou da vaga às semifinais do estadual 2020.
Apesar de um jogo fraco tecnicamente onde as duas equipes sentiram a parada de 12o dias, o time da casa se impôs e, na base da bola parada, construiu o placar favorável.
Agora o Avaí precisa de três gols de diferença, no próximo domingo, se quiser seguir vivo na competição.
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Chapecoense e Avaí no retorno do Campeonato Catarinense – Foto: Renato Padilha/AGIF/Agência De Fotografia/Estadão Conteúdo/Divulgação/NDPanorama
Ah, o futebol. Sim a volta gradual do esporte mais amado do planeta está em vigor e, nesse momento, chegou a Santa Catarina. Depois de aproximadamente quatro meses de bola parada desde o término da primeira fase, a esfera de couro voltou a rolar em território catarinense no duelo válido pelas quartas de final da competição.
Nada mais contundente que, em Santa Catarina, uma das partidas de retomada fosse protagonizada por Chapecoense x Avaí, os dois finalistas da edição 2019 e últimos representantes do Estado na elite do futebol nacional.
Foram incontáveis trabalhos físicos e outras centenas de testes realizados além, é claro, de uma série de medidas de segurança dentro de toda a cadeia de reprodução do futebol.
O jogo
Apesar de toda a expectativa, com a bola rolando, esse sentimento foi pouco a pouco substituído pela frustração. Em claro reflexo a uma parada de quase quatro meses sem jogos, os atletas sentiram o ritmo e protagonizaram um duelo de muita empolgação. E só.
Foram, pelo menos, 20 faltas nos primeiros 45 minutos e, além das cobranças de lateral, o duelo transcorreu de maneira truncada e pouco empolgante. O ingrediente final, sem dúvida, foi a temperatura que não subiu muito na região Oeste do Estado.
A Chapecoense até ameaçou, com menos de 5 minutos, dois chutes de longa distância. Aos poucos, no entanto, o Avaí passou a controlar o ímpeto do time da casa, no entanto, sem força para criar e contra-atacar.
Segundo tempo com gols
A segunda etapa, apesar da conversa dos treinadores, teve um cenário bem semelhante aos primeiros 45 minutos. O Avaí, puxado pela qualidade técnica de seus jogadores, passou a tocar mais a bola e arriscar chutes de longe. Lourenço e Valdívia, de frente para meta, tentaram surpreender João Ricardo, mas sem sucesso.
Mero fruto do que foi apresentado ao longo da partida, o gol da Chapecoense saiu em uma cobrança de bola parada. Escanteio batido do lado direito de ataque, a defesa do Avaí não cortou e a bola sobrou para Luiz Otávio, dentro da pequena área, estufar a rede de Lucas Frigeri.
O gol fez bem para a Chapecoense e para o jogo. O Avaí precisou sair mais para o campo de jogo – Rodrigo Santana tirou o lateral Lourenço e lançou o atacante Da Silva – e, assim, deu espaço para o time da casa.
Cinco minutos depois de abrir o placar o volante Anderson Leite foi lançado na direita e, em chute cruzado, exigiu mais uma boa defesa de Lucas Frigeri.
Sem criatividade e força no ataque, o Avaí seguiu tentando por meio de bolas alçadas na área do goleiro João Ricardo. Além de ineficiente, o time de Rodrigo Santana viu o rival ampliar o marcador.
Mais uma cobrança de escanteio pelo lado direito de ataque da Chapecoense onde, dessa vez, a bola chegou em Anselmo Ramon, na segunda trave, dominar e mandar firme para o fundo da rede de Lucas Frigeri.
O gol aumentou a confiança e a vantagem do time da casa e, praticamente, sepultou as ações do Avaí. Rodrigo Santana tentou – inclusive fez uso das 5 substituições, agora autorizadas pela FIFA – mas o Leão da Ilha não conseguiu diminuir a diferença.
Resultado exige que, em Florianópolis, domingo, o Avaí tenha que fazer três gols de diferença para passar direto de fase.
Próxima parada
As equipes voltam a se encontrar, dessa vez no estádio da Ressacada, a partir das 16h. O vencedor do confronto pega quem triunfar entre Marcílio Dias e Criciúma que, mais cedo, empataram sem gols, no Sul do Estado.
Ficha técnica
Chapecoense: João Ricardo; Ezequiel, Joílson, Luiz Otávio, Alan Ruschel; Matheus Ribeiro (Rone), Anderson Leite (Ronei), Willian e Denner (Lima); Anselmo Ramon e Paulinho (Grafite). Técnico: Umberto Louzer.
Avaí: Lucas Frigeri; Lourenço (Da Silva), Betão, Airton (Rafael Pereira) e Capa; Ralf, Pedro Castro (Arnaldo), Wesley e Valdívia; Rildo (Vinícius Jaú) e Jonathan (Gaston Rodríguez). Técnico: Rodrigo Santana
Gols: Luiz Otávio (9/2T), Anselmo Ramon (25/2T)
Cartões amarelos: Anderson Leite (CHA); Valdívia (AVA)
Arbitragem: Rafael Traci; auxiliado por Helton Nunes e Eder Alexandre