Testemunha-chave no caso Eliza Samudio, primo do goleiro Bruno é morto a tiros

Primo de Bruno revelou detalhes do assassinato da modelo Eliza Samudio em 2010; ele havia saído da cadeia há cerca de duas semanas

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Redação ND Florianópolis

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O primo do goleiro Bruno Fernandes, Jorge Luiz Rosa, foi morto a tiros na última segunda-feira (31), em São Gonçalo, região metropolitano do Rio de Janeiro. A vítima era testemunha-chave no caso da morte da modelo Eliza Samudio, após revelar detalhes do assassinato em 2010. As informações são do R7.

Jorge (ao centro), primo do goleiro Bruno, foi morto a tiros no RJJorge (ao centro), primo do goleiro Bruno, foi morto a tiros no RJ – Foto: Reprodução/Internet/ND

Segundo a Polícia Civil, Jorge foi levado ao Hospital Estadual Alberto Torres com ferimentos de disparos de arma de fogo e marcas de espancamento.

Conforme a Secretaria de Estado da Saúde do Rio de Janeiro, Jorge não resistiu aos ferimentos e morreu cerca de três horas após dar entrada na unidade. O sepultamento do rapaz de 29 anos ocorreu na manhã deste sábado (3), no Rio de Janeiro.

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Investigação

Informações iniciais da investigação da polícia dão conta de que Jorge teria sido torturado por traficantes após ser flagrado comentendo um furto em um comércio da região.

Vale ressaltar que ele estava em liberdade há pouco mais de duas semanas. Ela havia sido detido por tráfico de drogas.

Caso Eliza Samudio

Bruno e Eliza se conheceram em maio de 2009, em uma festa, na qual o goleiro admitiu que teve relações extraconjugais com a modelo.

Em outubro do mesmo ano, grávida, Eliza vai a uma delegacia da mulher, no Rio de Janeiro (RJ), registrar uma ocorrência de agressão de Bruno. De acordo com ela, o jogador queria que ela tomasse abortivos.

Em fevereiro de 2010 nasceu o pequeno Bruninho, filho de Bruno com Eliza.

Mãe de Eliza Samudio diz que neto Bruninho a faz superar ódio Mãe de Eliza Samudio diz que neto Bruninho a faz superar ódio – Foto: Arquivo Pessoal

No dia 10 de junho, a mando do goleiro, Eliza foi levado por Macarrão e Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, para o sítio do jogador na cidade de Vespasiano, em Minas Gerais.

Ali então se dá a morte da modelo por motivo torpe, asfixia e com dificuldade de defesa da vítima. O corpo de Eliza jamais foi encontrado.

O jogador, na época ainda no Flamengo, clube o qual na época era capitão, acabou preso pelo desaparecimento dela. Vale ressaltar que o jogador, aos 26 anos, vivia o auge da carreira e tinha um pré-acordo para ir para o Milan, da Itália.

Em depoimento, ele disse que ‘não mandou, mas aceitou’ que Eliza havia sido assassinada por Bola a mando do amigo Macarrão.

“Como mandante, dos fatos, não, eu nego. Mas de certa forma, me sinto culpado”, afirmou. “Eu não sabia, eu não mandei, excelência, mas eu aceitei”, disse ele à juíza Marixa Rodrigues

O primo do goleiro bruno foi considerado testemunha-chave no caso tanto pela defesa quanto pela acusação durante o julgamento. Foi ele quem deu detalhes sobre o planejamento do crime, que aconteceu em 2010, e ressaltou que “era impossível” Bruno não saber que Eliza seria morta.

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