Torcedor do Avaí que mora em SP já fez carreata de 3 carros para comemorar acesso: ‘fanático’

Morando longe de Florianópolis há mais de 20 anos, Maurício não tira o Avaí do coração; em entrevista ao Arena ND+ ele contou algumas das "aventuras"

Foto de Ian Sell

Ian Sell Campinas (SP)

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Até que ponto chega o amor de um torcedor por um clube? No caso de Maurício Senna Capela, 57 anos, nem mesmo os mais de 700 km de distância e 24 anos fora de Florianópolis foram capazes de diminuir o fanatismo pelo Avaí.

Maurício mostra camisa do AvaíApesar da distância, Maurício mantém paixão pelo Avaí – Foto: Ian Sell/ND

Apesar de tantos anos fora de “casa”, o sotaque manezinho acaba entregando Maurício. Ele deixou Florianópolis ainda em 1999 em função do trabalho.

Desde então, passou por Brasília (DF), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ), Santo André (SP) até chegar em Campinas (SP), onde mora com a família desde 2011.

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“Essa minha relação com o Avaí vem desde criança. Metade da minha família torcia para o Avaí e a outra metade para o Figueirense. Eu acabei escolhendo o lado certo [risos]”, brinca o torcedor.

Estando tão longe de Florianópolis, Maurício se acostumou a ser um torcedor “visitante” para tentar estar o mais próximo possível do Leão da Ilha.

“Sempre que o Avaí vem jogar perto de onde eu estou, vou acompanhar”, conta. Maurício já visitou todos os estádios de São Paulo (SP), também de cidades do interior e no Rio de Janeiro.

“Já fui ver o Avaí até no estádio da Portuguesa-SP, no Morumbi, Allianz Parque, Pacaembu, no estádio do Corinthians, em Bragança Paulista (SP), aqui em Campinas. No Rio de Janeiro (RJ) fui ver no Maracanã e também no Nilton Santos”, relembra.

Ele, inclusive, estará no estádio Moisés Lucarelli, onde a equipe Azurra enfrenta a Ponte Preta, às 17h, deste sábado (4). Em caso de vitória, o Leão da Ilha praticamente sacramenta sua permanência na Série B.

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    Maurício tem coleção de camisas do Avaí em casa - Ian Sell/ND
    Maurício tem coleção de camisas do Avaí em casa - Ian Sell/ND
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    Apesar da distância, Maurício mantém paixão pelo Avaí - Ian Sell/ND
    Apesar da distância, Maurício mantém paixão pelo Avaí - Ian Sell/ND

“Eu só realmente lamento de o jogo ser no horário da final da Libertadores. Isso vai tirar público do Fluminense. Claro que o jogo do Avaí é mais importante”, brinca Capela.

Carreata de três carros

Entre as histórias curiosas que Maurício viveu ao longo de 24 anos “longe” do Avaí, está a do acesso à Série A em 2008.

Na ocasião, ele ainda morava em Santo André (SP). A vitória por 1 a 0 sobre o Brasiliense garantiu o Leão na primeira divisão do futebol brasileiro do ano seguinte.

“O Avaí estava para subir, então eu convidei alguns amigos pra assistir ao jogo na minha casa. Foram uns seis amigos”, relembra Maurício.

Maurício fez carreata em Santo André após acesso do Avaí em 2008 – Vídeo: Ian Sell/ND

“Nesse dia eu chorei. Logo depois que acabou o jogo eu falei ‘nós temos que fazer uma carreata’. E aí foi engraçado, saímos em três carros e fizemos uma carreata em Santo André”, comenta o torcedor.

“Com certeza a população não entendeu nada. A gente passava na frente dos bares, três carros buzinando, bandeira para fora, camisetas. Acho que foi o melhor momento que vivi como torcedor”, completa.

Tem jogo do Avaí em Campinas

Próximo ao apartamento onde Maurício mora em Campinas (SP) tem um bar onde o torcedor do Leão sempre vai assistir futebol, até mesmo jogos de outras equipes.

“Quando eu chego no bar, o dono é eu amigo, ele já sabe que tem que colocar no jogo do Avaí. O pessoal que chega olha para a televisão e não entende nada”, explica o torcedor.

Camisa do Avaí autografa por ZuninoMaurício guarda camisa autografa pelo ex-presidente João Nilson Zunino – Foto: Ian Sell/ND

“Meus amigos até tentaram me ‘converter’ para torcer para outro time, mas eu não largo meu Avaí não. Até vou no estádio para assistir o jogo de ‘sangue doce’, é divertido”, brinca o administrador.

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