Em conversas com torcedores do Figueirense, a percepção é de que no atual estadual a equipe começou melhor do que no ano passado. “O time parece mais organizado e melhor treinado”. O time parece mais coeso. Até aqui, em três jogos, uma vitória e dois empates. Sendo que, no último resultado diante do Joinville o Alvinegro atuou melhor. E só não venceu porque o time foi lento quando teve a posse na entrada da área do adversário.
Léo Artur precisa de uma companheiro na criação das jogadas do Figueirense – Foto: Patrick Floriani/Figueirense/NDPercepções positivas à parte, até porque é preciso considerar o início da temporada e seus devidos ajustes, uma questão visível de forma clara e cristalina preocupa no time do Figueirense: a criação da equipe que hoje sobrecarrega o “sacrificado” Léo Artur. Se na temporada passada o atleta contava com Oberdan e o Rodrigo Bassani, por exemplo, hoje o fardo parece cair sobre os ombros do atleta.
No empate diante do Concórdia, Léo Artur não jogou pois estava lesionado. No sonolento zero a zero, o time foi nulo na criação: basicamente apenas se defendeu. No outro empate diante do já citado Joinville no último sábado no estádio Orlando Scarpelli, foi o o único jogador que criou, deu assistências e tentou algo diferente já que os seus companheiros do setor focavam mais nos desarmes do que propriamente no avanço do time para o ataque.
SeguirO problema é que o próprio atleta afirmou que está atuando na “raça, com injeção e comprimidos”. E batendo na madeira (toc…toc…toc..) se ele ficar fora da equipe amanhã diante da Chapecoense, como é que fica?
Portanto, ou o treinador Cristóvão Borges acha dentro do próprio elenco mais atletas para ajudá-lo na criação ou a direção vai no mercado em busca de atletas com essas qualidades. Fato é que essa lacuna precisa ser preenchida, para que a percepção da torcida de que a temporada é boa siga na mente do torcedor Alvinegro.