A eliminação do JEC Futsal doeu em cada torcedor que lotou o Centreventos Cau Hansen e doeu em cada torcedor que parou em frente à televisão. A cada minuto que corria no cronômetro uma tragédia se materializava, o brilho e o sorriso se esvaiam pouco a pouco. Mas, uma tragédia que está longe de abalar o amor da torcida pelo time. Cair nas quartas de final da Liga Nacional é duro e o Tricolor já passou por isso. Uma, duas, várias vezes.
Eliminação nas quartas de final da Liga Nacional não reflete o tamanho do JEC Futsal – Foto: Juliano Schmidt/JEC Futsal/Divulgação/NDMas, cair sem o título não significa que o time não o merecia ou é pequeno para conquistar o Brasil novamente. A eliminação, ao contrário do que quem não conhece o time pode pensar, não abala o amor e não coloca interrogações em nada. Precisa servir de aprendizado? Com certeza. Mas, não tira o mérito do trabalho sério desenvolvido por um grupo que vai do mordomo ao artilheiro.
Quem vive, convive e respira o JEC Futsal chorou naquele sábado. Não por raiva ou decepção, mas por amor e por saber que cada um ali merece mais. Um elenco recheado de estrelas, caro, montado para ser uma máquina de vitórias. Ou melhor, para ser um corpo que pulsa ao ritmo da torcida, da bola na rede e que, com vida, vence.
SeguirAs derrotas fazem parte do esporte. O futsal é mágico e, por vezes, na maioria das vezes, inexplicável. Um dos – se não o melhor – elenco do futsal brasileiro caiu. Gigante, em sua casa, mas caiu.
Como explicar? Não há como. Falhas podem ser apontadas, mas o esporte também é superação e o ano tricolor teve doses de provas. O afastamento de Paulinho Gambier, que realizou cirurgia e se recupera para voltar à beira da quadra e tantos outros problemas, obstáculos e feridas que só quem vive o dia a dia sabe, acompanha, entende. Superação. Mas, nem sempre a vontade, a garra e a superação são suficientes. E é justamente por isso que o esporte é apaixonante, que o futsal é contagiante e que, ano após ano, continuamos.
O JEC Futsal caiu, mas caiu de pé. Cada peça desse elenco fez história. A conquista da Taça Brasil, em um evento único, histórico, os colocou no grupo de campeões, mas mais do que isso, os colocou em uma história pesada, tradicional, que pulsa. Como o time, como a cidade pelo time, como a torcida pelo time.
A eliminação doeu e vai continuar doendo, não por decepção, mas por saber que o grupo merece mais, que a diretoria merece mais, que o JEC Futsal merece mais. O trabalho sério reflete em um time que luta, que não desiste, que se sacrifica e que, por tudo isso, é reconhecido. Todos que sabem, mesmo que remotamente, como o trabalho é realizado no JEC Futsal, não estão decepcionados. O sentimento é outro. De saber que poderíamos mais, mas que essa dor vai forjar um time ainda mais forte e que levantará, para mais.
Os aplausos quando o cronômetro zerou foram aplausos de orgulho, aplausos para cada um que, diariamente, treina, supera lesões, cansaço e honra a camisa tricolor. O reconhecimento ao JEC Futsal é o reconhecimento a um trabalho sério que, nem sempre resultará em vitória, o esporte tem mais teias do que essa lógica, mas que continua. Que cai e levanta, sempre ancorado em um escudo pesado e que é respeitado. Na vitória e na derrota.
Derrotas vêm e virão, eliminações também, títulos também, mas os sentimentos por um time que luta, sente e honra sempre serão os mesmos: respeito, orgulho e amor.