JEC/Krona e Assoeva reeditam final de 2017 nas oitavas da Liga Nacional

Com apenas uma derrota na competição, Tricolor encara, novamente, o adversário da conquista do título; equipe gaúcha fez campanha irregular na primeira fase

Foto de Drika Evarini

Drika Evarini Joinville

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Se o torcedor joinvilense estava com saudade do título da Liga Nacional, a primeira fase dos playoffs traz, ao menos, a lembrança da disputa que trouxe a conquista inédita para o JEC/Krona. Nesta quinta-feira (5), o Tricolor encara a Assoeva, na primeira partida das oitavas de final e reacende a memória do torcedor. O jogo acontece em Venâncio Aires, a partir das 18h.

JEC/Krona encara a Assoeva nesta quinta-feira (5), na primeira partida das oitavas de final – Foto: Juliano Schmidt/JEC/KronaJEC/Krona encara a Assoeva nesta quinta-feira (5), na primeira partida das oitavas de final – Foto: Juliano Schmidt/JEC/Krona

Mas, a situação é diferente de três anos atrás. É apenas a primeira fase dos playoffs e, embora o retrospecto e a fase atual dos dois times dê ao Joinville o favoritismo, a equipe gaúcha é dura, experiente e está disposta a deixar para trás a irregularidade da primeira fase da Liga Nacional.

O JEC/Krona chega para o mata-mata com uma campanha de 75% de aproveitamento. Foram oito vitórias, três empates, uma derrota e invencibilidade dentro de sua casa. Além disso, o Tricolor tem a melhor defesa da competição com apenas 16 gols sofridos. Já a Assoeva teve uma primeira fase irregular e se classificou “por pouco”. A equipe gaúcha teve apenas 36% de aproveitamento, com quatro vitórias, um empate e sete derrotas. Foram 36 gols sofridos em 12 partidas.

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O retrospecto histórico também é favorável ao Tricolor. Além da conquista do título em cima do rival, o Joinville tem larga vantagem nos confrontos entre os dois na Liga Nacional. Desde 2010, foram 17 embates: 12 vitórias joinvilenses, um empate e quatro partidas na conta da Assoeva. Uma dessas vitórias deixou um gosto amargo em Joinville: a eliminação do JEC/Krona nas quartas de final em 2016. 

Para o fixo Leco, que esteve tanto na eliminação, como no título, o maior desafio será equilibrar o jogo emocionalmente. “Equipes que fizeram uma primeira fase irregular usarão essa como um ponto de partida e motivação. No nosso caso será uma sequência de bons desempenhos”, avalia.

Além disso, ele ressalta que o maior ponto forte da equipe é chegar na fase decisiva com todos os jogadores saudáveis e “jogando o seu melhor”. “Daniel tem muitas opções dentro do jogo para usar como estratégia”, fala.

Para Leco, chegar na fase decisiva com todos os jogadores em seu melhor momento é o ponto mais forte da equioe – Foto: Juliano Schmidt/JEC/KronaPara Leco, chegar na fase decisiva com todos os jogadores em seu melhor momento é o ponto mais forte da equioe – Foto: Juliano Schmidt/JEC/Krona

O experiente fixo ressalta que são momentos diferentes, mas que a rivalidade entre as equipes já começou a ser criada e aponta detalhes que podem levar o Tricolor ao título. “São ingredientes que podem minar o jogo e equilibrar as forças, nosso dever é entender nosso bom momento e continuar aperfeiçoando. Essa evolução constante e não se acomodar é o que nos levará ao título”, analisa.

Para Leco, a Assoeva tem como principal aposta a experiência de grandes jogadores, mas também vê como anular essa arma gaúcha. “Essa experiência pode ser anulada por um vigor físico mais intenso da nossa equipe. Acho fundamental empregarmos um ritmo forte do início ao fim do jogo apostando no nosso condicionamento físico”, finaliza.

As duas equipes já “trocaram” jogadores que, inclusive, estavam de lados opostos em jogos decisivos. Renatinho, hoje tricolor, foi adversário na final de 2017. Igor Carioca também já vestiu a camisa gaúcha. Valdin, um dos carrascos do Tricolor, deu trabalho no jogo do título, mas também já vestiu a camisa joinvilense. A história do confronto é longa e com muitos capítulos, mas o objetivo é manter a estatística favorável.

“Sabemos o quanto é difícil jogar contra esse clube. É sempre difícil jogar aqui e em casa. Viemos com a estatística ao nosso favor e com o objetivo de fazer com que ela continue ao nosso favor também nesse enfrentamento”, fala o técnico Daniel Jr.

O comandante tricolor garante que a mentalidade da equipe é focar jogo a jogo e embora a “nomenclatura” tenha mudado, a postura precisa ser a mesma. “ A nossa preocupação é vencer e levar uma boa vantagem para dentro de casa e no jogo de domingo saber o que fazer frente a esse resultado. Estamos jogando jogo a jogo, sabemos que fizemos uma boa primeira fase e queremos manter o mesmo nível de jogo e de entrega independente de mudar de fase”, ressalta.

Com jogadores experientes e “cascudos” do outro lado, como Valdin, Keké, Boni, Torres e Vini Scola – ainda dúvida para o jogo – Daniel conta que a equipe estudou minuciosamente os pontos fortes e fracos da equipe gaúcha. “Sabemos da grande experiência deles em jogar jogos desse tipo, mas também sabemos de algumas deficiências em função da idade. Precisamos neutralizar as questões de experiência e utilizar as deficiências físicas como capacidade de retorno, marcação e outras questões ofensivas”, avalia.

Para o primeiro confronto das oitavas, o JEC/Krona tem força total à disposição. O jogo de volta acontece no domingo (8), às 18h, no Centreventos Cau Hansen.

Relacionados para a partida:

Goleiros: Willian e Dennis

Fixos: Leco, Machado e Andrei

Alas: Caio, Crystian, Igor Carioca, Rodriguinho, Xuxa e Renatinho

Pivôs: Genaro, Igor Costa e Dieguinho

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