Demorou, mas finalmente a Liga Nacional de Futsal está prestes a começar. Com jogos marcados para sábado (24), a bola pesada vai rolar e o JEC/Krona já tem data para estrear. Aliás, para o técnico Daniel Jr. será um dia de estreias, no plural. O Tricolor das quadras recebe a Assoeva na segunda-feira (26), às 18h15, no Centreventos Cau Hansen.
JEC/Krona estreia contra a Assoeva, na segunda-feira (26), no Centreventos Cau Hansen – Foto: Juliano Schmidt/JEC/KronaMas, 11 horas antes, Maria Laura chega ao mundo para completar a família do treinador tricolor e para se tornar mais uma torcedora das quadras. “Será uma segunda-feira de estreias”, diz. E se engana quem pensa que Daniel Jr. não estará à beira da quadra. “Acabou que deu tudo certo porque o jogo era para ser em Venâncio Aires. Estarei em quadra, ela nasce às 7h e vou para jogo. Ainda dá tempo de voltar para dormir com elas no hospital”, garante.
Apesar de ter data para a estreia, a tabela oficial da LNF não está completamente definida. Apenas seis jogos foram definidos. No sábado (24), Joaçaba e Jaraguá se enfrentam no clássico catarinense. A expectativa é que após a estreia, o JEC/Krona volte à quadra no dia 3 de maio, para enfrentar o Cascavel, também em Joinville.
SeguirA equipe está muito preparada para o ano de competições. Foram quase 90 dias de treinos e mais treinos enquanto a temporada era organizada e liberada. Com quase três meses de preparação em um nível de treinamento alto com uma comissão técnica interdisciplinar, o Tricolor está preparado para buscar o segundo título da Liga.
Para Daniel Jr. a equipe tem a tendência de suportar melhor os jogos a partir das avaliações coletivas e individuais realizadas durante o período de preparação. “Conseguimos dar um suporte muito grande nas características físicas e fisiológicas. Temos uma base muito forte, com treinos bem realizados que potencializam a nossa marcação muito forte e com suporte para que os jogadores consigam dar conta de todas as ações do jogo. Assim, suportamos melhor os jogos”, explica.
Sobre o adversário da estreia, Daniel fala que é uma “incógnita”. Com muitas mudanças da temporada passada para essa, a Assoeva é sempre um adversário duro e, neste ano, o JEC/Krona precisa, ainda, conhecê-la. “Ela se torna enigmática porque mudou muita gente. É sempre uma equipe que se prepara bem e dessa vez desconhecemos totalmente. É meio que enigmática pra nós. Nós confiamos muito no nosso time, acreditamos que estamos em um bom nível para enfrentar a Assoeva neste momento”, avalia.
Entre as peças remanescentes estão os talentosos e experientes Boni e Valdin, velho conhecido da torcida tricolor.
Equilíbrio em quadra
Neste ano, garante Daniel, o torcedor tricolor verá uma equipe ainda mais forte, coesa e equilibrada, com jogo de bola parada mais organizado e quartetos equilibrados defensivamente e ofensivamente.
Daniel Jr.estreia na Liga Nacional no mesmo dia que nasce a primeira filha, Maria Laura – Foto: Arquivo/Juliano Schmidt/JEC/KronaO treinador destaca a maturidade de peças como Igor Carioca, Igor Costa e Andrei. “Acho que temos um elenco ainda melhor com menos dúvidas, ano passado os meninos eram muito meninos, esse ano a gente já sabe o que eles podem dar. Neste ano temos a certeza do que eles podem jogar”, salienta.
Apesar de não trabalhar com quartetos fixos para conseguir dar mais variedade durante o jogo. No entanto, há algumas formações que podem rotacionar. Um grupo deve ser formado por Daniel, Caio, Evandro, Dieguinho, Igor Carioca, Douglinhas e Crystian. Em outro, Machado, Xuxa, Renatinho, Genaro, Igor Costa e Andrei, além das outras peças que giram entre os grupos.
Em um grupo muito forte – como de costume – o JEC/Krona não terá vida fácil, mas a dificuldade imposta desde o início pode ser ponto positivo, avalia Daniel. “Estamos nesse que, talvez, é o grupo mais forte, mas considero benéfico para nós para que nas fases finais estejamos adaptados às dificuldades”, diz.
Para a temporada, garante Daniel, a equipe deve, mais uma vez, ter uma identidade muito forte, que se comporta como o dominador das ações e das partidas. “Importante mostrar isso já na estreia, com essa energia que é importante e perfaz nessa questão mental do jogo. Nossa equipe precisa dar um passo além da vitória, do jogar bem, precisa impor ao adversário uma dificuldade extra, mental, com uma postura comportamental e emocional muito presente. Nas finais isso precisa prevalecer além e todas as questões de jogo, esse comportamento mental precisa estar presente”, destaca.
A segunda-feira será de emoções para o técnico, mas no final do dia, o saldo será positivo, fala. “Eu vou estar bem, com a filha nascida, com o time bem treinado, com esses atletas fantásticos. Tenho certeza que faremos um bom jogo. Será cansativo, mas será um dia feliz”, finaliza.
O JEC/Krona está no grupo B, ao lado de: Carlos Barbosa, Assoeva, Atlântico, Blumenau, Cascavel, Juventude (de Dourados) e Marreco.