O futsal não é amador e a arbitragem também não pode ser

A derrota do JEC Futsal para o Sorocaba no primeiro jogo das quartas de final da Liga Nacional sintetizou a falta de responsabilidade da arbitragem em jogos que podem decidir uma temporada

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Muito se reclama, se questiona e se critica sobre a arbitragem no futebol brasileiro. Erros se acumulam em absolutamente todos os campeonatos, dos regionais e estaduais aos nacionais e, neste ano, o JEC sofreu – e muito – com erros grotescos dentro de campo.

Renatinho foi atingido violentamente, chegou a ficar desacordado e arbitragem sequer marcou falta no lance – Foto: Juliano Schmidt/JEC Futsal/Divulgação/NDRenatinho foi atingido violentamente, chegou a ficar desacordado e arbitragem sequer marcou falta no lance – Foto: Juliano Schmidt/JEC Futsal/Divulgação/ND

Mas, não é só no futebol que a arbitragem muda os rumos de uma partida e até mesmo de um campeonato. Assim como no campo, o Tricolor da quadra também é prejudicado e, no último sábado (6), o que aconteceu no Centreventos Cau Hansen é um episódio digno não só de uma nota perdida em meio a um texto.

Primeiro jogo das quartas de final da Liga Nacional, jogo entre gigantes, rivalidade, torcida vibrando na arquibancada e, em quadra, erros e mais erros que influenciaram diretamente no resultado da partida. O JEC Futsal recebeu o Sorocaba, grande pedra no sapato nos últimos anos, não começou bem o jogo, conseguiu equilibrar a partida, mas além de superar os próprios erros, precisou lidar com a força do adversário – atual campeão da Liga Nacional – e com a irresponsabilidade da arbitragem.

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O lance mais evidente e que mais sintetiza a minha crítica teve irresponsabilidade de dois lados, primeiro, do goleiro Djony que foi completamente imprudente em uma jogada que poderia ferir gravemente o ala Renatinho. Em segundo lugar, da dupla de árbitros que comandava a partida, que sequer anotou falta, que seria a sétima do Sorocaba, dando ao Tricolor, a chance de virar a partida em cobrança de tiro livre.

Renatinho recebeu um ‘tranco’ de Djony em lance que seria a sétima falta do Sorocaba – Vídeo: LNFTV/Divulgação

A imagem fala por si. Renatinho chegou a ficar desacordado e saiu amparado por companheiros. Após a partida foi levado ao hospital, avaliado, liberado e segue sendo acompanhado pelo Departamento Médico.

Ricardo Amaral Messa e Sandro Stein Brechane continuaram errando. Faltas, cartões, posse de bola. Uma posse de bola, inclusive, invertida em favor do Sorocaba em mais um erro da arbitragem, terminou em gol do time paulista. Time esse que, no jogo das oitavas de final, abriu o placar contra o Praia Clube em um lance com falta, também não anotada pelos árbitros daquela partida.

O futsal não é amador. O trabalho desenvolvido em Joinville é de excelência. Base forte que forma jogadores que explodem e dominam os melhores times do mundo. Equipe principal entre as melhores do país e do mundo. Um projeto sério e sólido desenvolvido há anos e com planejamento para vencer. O JEC Futsal não entra em uma competição para ‘participar’, entra para conquistar. E erros como esse, aliás, como esses, inúmeros, podem arruinar uma temporada inteira.

A Liga Nacional precisa rever a qualidade de sua arbitragem, não se pode tolerar que árbitros influenciem tão gravemente em uma partida sem que nada aconteça. Jogadores são punidos, técnicos são punidos, dirigentes são expostos e, com os árbitros, nada acontece.

É urgente que se tire o poder de decidir um jogo, uma vaga, um campeonato das mãos de quem não deveria ser mais protagonista do que os jogadores, do que os times.

Um jogo empilhado de erros torna a missão do JEC Futsal ainda mais complicada. Duas vitórias em um jogo é o que o Tricolor precisa. Tem elenco, tem força, tem time e tem peso para isso. Mas, se mais uma vez precisar jogar contra o adversário e contra a arbitragem, a disputa torna-se injusta.

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