‘Somos nós que precisamos mandar no jogo’, diz Xuxa, o ‘novo beque’ tricolor

Jogando de fixo, Xuxa fala sobre a nova função em quadra, a importância da torcida e o duelo de seis pontos contra o Cascavel

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A derrota para o Sorocaba já é passado e o foco do JEC Futsal é completamente no jogo contra o Cascavel, no sábado (16), às 16h, em Paranaguá. Jogando “em casa”, mas fora de casa, o Tricolor precisa de uma vitória para retomar a vice-liderança da Liga Nacional e deixar o próprio time paranaense para trás. É o famoso “jogo de seis pontos”. Com os mesmos 34 pontos, Tricolor e Serpente lutam pela segunda colocação na competição.

Xuxa adotou a posição de beque e tem feito grande temporada jogando como fixo- Foto: Juliano Schmidt/JEC Futsal/Divulgação/NDXuxa adotou a posição de beque e tem feito grande temporada jogando como fixo- Foto: Juliano Schmidt/JEC Futsal/Divulgação/ND

Mas, o JEC precisa lidar com a distância de casa apesar de ser o mandante da partida. Todos os anos no mês de julho o Centreventos Cau Hansen, que é a casa do Tricolor, fica indisponível e, nesta temporada, o time jogará em Paranaguá, depois que a cidade “abriu as portas” para a equipe. Sem ginásios disponíveis em Joinville – a não ser os privados com custos altos para o clube – o JEC mandará os dois jogos do mês na cidade paranaense.

Experiente, ídolo e campeão com a camisa tricolor, Xuxa ressalta que apesar da mudança e de toda a adaptação, esse não pode ser um fator contra a equipe.

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“Sabemos que é complicado, acontece em todo mês de julho, já estamos acostumados, mas não tem o que fazer. Sabemos da importância da nossa torcida e esse é um jogo difícil contra o Cascavel, o atual campeão da Liga, mas isso não pode servir de desculpa. Precisamos ganhar para voltar a subir na tabela. É um jogo de seis pontos. Vamos para lá com o intuito de vencer. Esperamos nosso torcedor lá, quem puder comparecer e nos apoiar. Sabemos que eles não vão nos deixar na mão mesmo vindo de uma derrota”, diz.

A forte equipe do Cascavel joga em seu estado e se despede do artilheiro da Liga Nacional. Carlão faz sua última partida com a camisa da Serpente antes de se transferir para o futsal europeu. Xuxa conhece bem o adversário, que tem como característica manter a posse de bola, mas o camisa 20 também ressalta que o Tricolor precisa se portar como a grande equipe que é e como o “dono” da casa.

“Precisamos nos portar como equipe grande, como sempre fizemos. Estamos jogando em casa, por mais que seja em Paranaguá, o mando é nosso e quem tem que dar as cartas somos nós. Sabemos que o Cascavel tem uma posse de bola grande, mas quem está jogando em casa somos nós, e somos nós que temos que fazer o resultado. Em casa, quem tem que mandar no jogo somos nós e ir com o pensamento de vitória. Eles têm que se sentir incomodados no jogo, a bola tem que ser nossa”, fala.

Focado no jogo e em conquistar mais títulos com a camisa tricolor, Xuxa, que tem 36 anos, mudou nesta temporada. A memória da torcida joinvilense já traz Xuxa como um dos principais jogadores das conquistas de 2017, quando o time comemorou a Tríplice Coroa – com os títulos da Liga Nacional, Catarinense e Taça Brasil. Como ala, Xuxa foi fundamental para o ano mágico e quer repetir a dose, mas desta vez, em outra posição.

O camisa 20 tem jogado como fixo em praticamente todos os jogos de 2022. E a mudança tem rendido bons frutos. Agora como “beque”, Xuxa comemora a boa fase, mas garante que o objetivo está lá na frente.

“Comecei o ano jogando de fixo, me senti muito bem apesar de não ser um jogador de porte forte para marcar os pivôs de referência. Eu consegui me adaptar, comecei o ano fazendo gols, dando assistências, roubando muita bola, depois voltei para a ala e meu rendimento não estava igual. Então, tive uma conversa e falei que queria voltar a jogar de fixo, e voltei a marcar gols. É uma posição que eu me senti muito bem e achei que, neste momento, para o time, eu ajudaria mais jogando de fixo do que de ala. Mesmo que não seja um beque de ofício, ganhamos um pouco na saída de contra-ataque, o jogo fica mais veloz. Pra mim deu resultado, mas só vai funcionar mesmo se chegar no final e o time for campeão”, finaliza.

O agora fixo está em sua segunda passagem pelo Tricolor. Em 2016 e 2017 comemorou os títulos mais importantes do JEC Futsal e em 2019, após duas temporadas no ElPozo, da Espanha, o ídolo voltou para Joinville.

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