‘As pessoas têm que ser autênticas’, diz o chef de cozinha Alex Atala

Ele esteve em Florianópolis durante a semana e conversou com a coluna sobre gastronomia

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Ícone da gastronomia, o chefe Alex Atala esteve em Florianópolis durante a semana e falou aos leitores do ND+ sobre inovação, comida e aprendizado na cozinha.

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Depois de tanto tempo na gastronomia, como inovar? Isso está na tua cabeça sempre?
Sempre está. Sempre falo que criatividade não é o fazer o que nunca ninguém fez ninguém. É fazer o que todo mundo faz de um jeito que ninguém espera. Eu tenho uma cozinha autoral e muita gente imagina que a criatividade é ficar inventando receitas. As pessoas têm que ser autênticas o mundo não precisa de cinco Adriá, o Brasil não precisa de outro Claude Troigrois, outro Alex Atala. O que o jovem precisa entender é que ele precisa ser autêntico. Fazendo pão, fazendo pizza, comida barata ou cara.

O que você conhece da gastronomia de Santa Catarina que acha legal?
Tantas coisas! Vou falar primeiro de Florianópolis. A água é mais fria, é um polo pesqueiro, o mar é fascinante e isso faz com que chefes, restaurantes e a própria cultura local tenha um brilho próprio. Quando a gente abre o foco e começa a pensar no Estado inteiro então, é enlouquecedor.

O que é cozinhar para você?
Tem várias maneiras de ver isso. A comida pode ser só te abastecer para a próxima jornada, pode ser te alimentar encher a barriga. E pode ser uma experiência humana. Cozinhar é o maior elo entre natureza e cultura. Um prato incrível te silencia. Cozinhar é profunda experiência humana, social e natural. É luxo, porque a gente pega ingredientes ordinários e transforma em delícias.